segunda-feira, 13 de maio de 2013

ARMÊNIA - ANÁLISE






A Armênia é um país europeu de cerca de 3.2 milhões de habitantes. Esteve vinculada à antiga União Soviética de 1918 a 1991, ano em que teve sua independência reconhecida. Nos Jogos Olímpicos, participou com seus atletas integrados à antiga URSS e ajudou os soviéticos a obter grandes resultados, principalmente em provas de Luta, Boxe e Levantamento de Peso, esporte em que os armênios obtêm seus melhores resultados nos dias atuais. Desde a independência, a Armênia participa de todos os Jogos de Verão e de Inverno, tendo estreiado nos Jogos de Inverno de 1994, realizados em Lillehammer, Noruega. Nas edições de inverno nunca obteve medalha, porém já soma 12 medalhas, embora apenas 1 de ouro, nas edições de Verão. Em 1996, em Atlanta, EUA, em sua estreia nos Jogos de Verão, obteve 2 medalhas, 1 de ouro e 1 de prata. A medalha de ouro, a única de sua história até o momento, foi obtida por Armen Nazaryan, na Luta Grec-romana, na categoria até 52 kg. Nazaryan derrotou o ucraniano Kalashnykov (10-0) na primeira rodada. Na segunda, passou pelo sul-coreano Ha Tae-Yeon (12-2). Nas quartas-de-finais, bateu o russo Samuel Danielyan (3-0) e na semifinal massacrou o cubano Lázaro Rivas (7-1). Na disputa pela medalha de ouro, não tomou conhecimento do norte-americano Brandon Paulson, vencendo-o por 5-1. Nazaryan tornou-se o primeiro campeão olímpico da história da Armênia na Era Moderna. Infelizmente, acabou se naturalizando búlgaro e conquistou medalhas de ouro e de bronze pela seu novo país nos Jogos seguintes. A medalha de prata foi obtida por Armen Mkrtchyan, na Luta Livre, na categoria até 48 kg. Nas primeiras rodadas, Mkrtchyan passou pelo colombiano Restrepo (10-0) e pelo norte-americano Eiter (9-2). Depois, bateu o cubano Alexis Villa (4-2) nas quartas-de-finais. Na semifinal derrotou o moldávio Railean (7-2), mas perdeu para o norte-coreano Kim Il por 4-5 na final, ficando com a medalha de prata. Em 2000, em Sidney, Austrália, a Armênia teve uma discreta participação, limitando-se a uma medalha de bronze, conquistada por Arsen Melikyan, na categoria até 77 kg, no Levantamento de Peso masculino. Melikyan ergueu um total de 365,0 kg, sendo 167.5 kg no arranque e 197.5 kg no arremesso. Na categoria acima de 105 kg, Ashot Danielyan havia ficado com a medalha de bronze, com um total de 465.0 kg, mas foi desclassificado após o exame antidoping. Em 2004, em Atenas, Grécia, a Armênia fracassou completamente e sequer obteve uma medalha. Em 2008, em Beijing, China, o país realizou a melhor campanha de sua história e chegou a um total de 6 medalhas, todas de bronze. Foram 3 no Levantamento de Peso, 2 na Luta Greco-romana e 1 no Boxe. No Levantamento de Peso, Tigran G. Martirosyan ficou em terceiro lugar na categoria até 69 kg, com um total de 338 kg, erguendo 153 kg no arranque e 185 kg no arremesso. Perdeu a medalha de prata no peso corpóreo para o francês Dabaya. A de ouro ficou com o chinês Liao Hui, que ergueu 10 kg a mais do que Martirosyan. Na categoria até 77 kg, Gevorg Davtyan, com um total de 360 kg, sendo 165 no arranque e 195 no arremesso, também garantiu a medalha de bronze, 6 kg a menos do que o campeão Jaehyouk Sa, da Coreia do Sul. E a terceira medalha de bronze da Armênia no Levantamento de Peso foi obtida por Tigran V. Martirosyan, que somou 380 kg na categoria até 85 kg, sendo 177 kg no arranque e 203 no arremesso, muito longe do campeão Lu Yong, da China, cujo resultado foi de 394 kg. Na Luta Greco-romana as medalhas ficaram com Roman Amoyan categoria até 55 kg, e Yury Patrikeyev, categoria até 120 kg. Amoyan passou pelo cazaque Imanbayev (2-0) nas oitavas-de-finais e pelo georgiano Gogitadze (2-0) nas quartas-de-finais. Foi derrotado pelo azeri Bayramov (0-2) nas semifinais. Na disputa pela medalha de bronze, derrotou o cubano Yagnier Hernández (2-0). Patrikeyev, por sua vez, derrotou o egípcio Sakr (2-0) mas perdeu para o cubano Mijaín López nas quartas-de-finais (0-2). Derrotou o bielorrusso Artsiukhin (2-0) na repescagem e o sueco Sjöberg (2-1) na disputa pela medalha de bronze. A medalha do Boxe foi conquistada por Hrachik Javakhyan na categoria até 60 kg. Javakhyan derrotou o nigeriano Lawal (12-0), o sul-coreano Jong-Sub (wo) nas quartas-de-finais, antes de perder para o russo Tishtchenko (5-10) na semifinal. Em 2012, em Londres, a Armênia caiu um pouco em relação à edição anterior dos Jogos. Obteve apenas 3 medalhas, 1 de prata e 2 de bronze. Novamente a Luta Greco-romana trouxe os maiores destaques, com 2 medalhas, uma de prata e outra de bronze. Arsen Julfalakyan ficou em segundo lugar na categoria até 74 kg, batendo o quirguiz Kobonov (2-0), o bielorrusso kikiniou (2-0) nas quartas-de-finais, e o azeri Ahmadov (2-0) na semifinal. Na final, perdeu para o russo Roman Vlassov (0-2), limitando-se à medalha de prata. A medalha de bronze foi obtida por Artur Aleksanyan, na categoria até 96 kg. Aleksanyan bateu o italiano Timoncini (2-0), mas perdeu para o iraniano Ghasem Rezaei (0-2) nas quartas-de-finais. Na repescagem, passou pelo turco Ildem (2-0) e garantiu a medalha de bronze ao bater o cubano Estrada (2-0). A outra modalidade que garantiu medalha à Armênia foi o Levantamento de Peso, que se limitou a uma única medalha de bronze, bem diferente das 3 medalhas conquistadas em Beijing-2008. Além disso a conquista ocorreu na competição feminina, com Hripsime Khurshudyan, terceira colocada categoria acima de 75 kg. Khurshudyan ergueu 128 kg no arranque e 166 kg no arremesso, totalizando 294 kg, 5 kg a mais do que a sul-coreana jang Mi-Ran, campeã em 2008. A Armênia deverá experimentar algumas evoluções dentro do quadro de medalhas e seus últimos resultados tem demonstrado esta tendência. Esportes como o Levantamento de Peso e a Luta Greco-romana devem ditar o ritmo, mas a Luta Livre, o Judô e o Boxe também aparecem como boas opções de pódio para o país.     






 

 



sábado, 27 de abril de 2013

PAQUISTÃO - ANÁLISE











O Paquistão é um país asiático com população de cerca de 180 milhões de habitantes. Foi concebido nos anos 30 como forma de separar os muçulmanos da Índia. Em 1947, declarou sua independência em relação ao Reino Unido e em 1956 estabeleceu sua República Islâmica. Desde sua independência, o Paquistão tem participado dos Jogos Olímpicos, esteeiando, portanto, na edição de 1948, curiosamente, em Londres, Reino Unido. Seguindo a tradição da Índia, o Paquistão também se destacou no Hóquei sobre a grama, respnsável por 8 de suas 10 medalhas olímpicas,  e rivalizou com o vizinho, principalmente nos anos 50 e 60. O Paquistão esteve ausente apenas da edição olímpica de 1980, quando apoiou o boicote patrocinado pelos EUA aos Jogos Olímpicos de Moscou, disputados na então União Soviética. Nos Jogos Olímpicos de Inverno, o país iniciou sua participação somente em 2010, em Vancouver, Canadá. O Paquistão não obteve medalha nas edições de 1948 e 1952, mas conquistou sua primeira medalha olímpica em 1956, em Melbourne, Austrália. Sua equipe masculina de Hóquei sobre a grama conquistou a medalha de prata, perdendo a final para a Índia. Na fase de classificação, derrotou a Bélgica, 2-0, e a Nova Zelândia, 5-1, mas empatou com a Alemanha, 0-0, o suficiente para garantir a primeira posição de seu grupo. Na semifinal, derrotou o Reino Unido por 3-2, mas caiu na final, diante da Índia, por 0-1, ficando com a medalha de prata. O Paquistão somou 5 jogos, 3 vitórias, 1 empate e 1 derrota.Marcou 10 gols e sofreu 4. Em 1960, em Roma, Itália, o Paquistão realizou sua melhor participação olímpica na história ao conquistar 2 medalhas, 1 de ouro e outra de bronze. Foi a única vez que o país subiu mais de uma vez ao pódio numa edição olímpica. A equipe masculina de Hóquei sobre a grama conquistou a inédita medalha de ouro, conseguindo quebrar a seqüência de vitórias da poderosa Índia, campeã de 1928 a 1956. Na primeira fase, o Paquistão arrasou seus adversários, com vitórias diante de Austrália, 3-0, Polônia, 8-0, e Japão, 10-0. Nas quartas-de-finais, passou pela Alemanha, com o difícil placar de 2-1. Na semifinal, obteve outra difícil vitória, 1-0 diante da Espanha. Na final, diante da Índia, obteve nova vitória por 1-0. Ao todo, o Paquistão venceu todos os seus 6 jogos, marcou 25 gols e sofreu apenas 1. A medalha de bronze foi obtida na Luta Livre, na categoria meio-média, até 73 kg, por Mohammad Bashir, que obteve vitórias do britânico Amey, por derubada e do argentino Rolon, por pontos, em seus primeiros combates. Na terceira rodada, perdeu para o iraniano Gondarzi, por pontos. Na quarta-rodada, bateu o suíço Bruggmann por derrubada. Depois superou o italiano De Vescovi, por pontos. Na fase final, perdeu para o turco Ogan e para o norte-americano Blubaugh, ambas por pontos. Em 1964, em Tóquio, Japão, o Paquistão novamente ficou com a medalha de prata no torneio masculino de Hóquei sobre a grama, a sua única nos Jogos. Na primeira fase, a equipe paquistanesa venceu dos seus 6 jogos, batendo, na seqüência, Austrália (2-1), Quênia (5-2), Japão (1-0), Reino Unido (1-0), Rodésia (6-0) e Nova Zelândia (2-0). Na semifinal, bateu facilmente a Espanha por 3-0. Porém, na final, perdeu para a grande rival Índia por 1-0, limitando-se à medalha de prata. Em 1968, na Cidade do México, México, o Paquistão voltou a conquistar a medalha de ouro no torneio masculino de Hóquei sobre a grama, sua única nos Jogos. A equipe paquistanesa venceu todos os seus 7 jogos na fase de classificação, passando por Holanda (6-0), França (1-0), Austrália (3-2), Argentina (5-0), Reino Unido (2-1), Malásia (4-0) e Quênia (2-1). Na semifinal, venceu a Alemanha por 1-0, num jogo dificílimo. Na final, o Paquistão garantiu a medalha de ouro ao bater novamente a Austrália, dessa vez por 2-1. Em 1972, em Munique, Alemanha Ocidental, o Paquistão novamente conquistou apenas uma medalha de prata e novamente no Hóquei sobre a grama masculino. Porém, dessa vez não perdeu para a rival Índia, mas sim para a anfitriã Alemanha Ocidental. Na primeira fase, obteve 5 vitórias, 1 empate e 1 derrota. Derrotou a França (3-0), empatou com a  Espanha (1-1), passou por Uganda (3-1), antes de cair diante da anfitriã Alemanha Ocidental (1-2). A seguir, obteve vitórias diante de Argentina (3-1), Malásia (3-0) e Bélgica (3-1). Na semifinal, passou pela rival Índia, por 2-0, garantindo ao menos a medalha de prata. Na final, acabou perdendo para a anfitriã Alemanha Ocidental por 0-1, confirmando a medalha de prata. Curiosamente, já havia perdido para os alemães na primeira fase, por 1-2. Em 1976, em Montreal, Canadá, o Paquistão obteve apenas uma medalha de bronze, mais uma vez com o Hóquei sobre a grama. A equipe paquistanesa obteve 3 vitórias e um empate na fase de classificação. Derrotou a Bélgica (5-0), empatou com a Espanha (2-2) e venceu a Alemanha Ocidental (4-2) e a Nova Zelândia (5-2). Porém, na semifinal, perdeu para a Austrália, 1-2. Na decisão da medalha de bronze, bateu a Holanda por 3-2, chegando mais uma vez ao pódio. Em 1980, o Paquistão apoiou o boicote dos Estados Unidos aos Jogos Olímpicos de Moscou, na então União Soviética. Após essa ausência, retornou com força total para os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984, nos EUA, onde conquistaram uma única medalha, a de ouro do torneio masculino de Hóquei sobre a grama. A equipe paquistanesa obteve 2 vitórias e 3 empates na fase de clasisficação. Empatou com a Nova Zelândia (3-3), derrotou o Quênia (3-0), empatou com a Holanda (3-3), arrasou o Canadá (7-0) e empatou com o Reino Unido (0-0). Na semifinal, conseguiu uma convincente vitória diante da Austrália, por 3-0. Na final, novamente confirmou sua força ao bater a Alemanha Ocidental por 3-1. Hassan Sardar, com 10 gols, foi o principal goleador da equipe, seguido por Manzoor Hussain, com 5 gols. Em 1988, em Seul, Coreia do Sul, o Paquistão obteve apenas uma medalha olímpica de bronze, curiosamente no torneio de Boxe. A equipe masculina de Hóquei sobre a grama ficou de fora do pódio pela primeira vez, exceto por causa do boicote de 1980, desde 1956. A medalha do Boxe foi conquistada por Hussain Shah Syed, na categoria média, até 75 kg. Syed derrotou o mexicano Amarillas (3-2) na segunda rodada, o representante de Zaire, Kabongo, nas oitavas-de-finais (5-0), e garantiu ao menos a medalha de bronze ao derrotar o húngaro Fuzesy (3-2) nas quartas-de-finais. Porém, na semifinal, perdeu para o canadense Egerton Marcus (1-4). De certa forma, foi favorecido pelo boicote de Cuba aos Jogos de Seul. Em 1992, em Barcelona, Espanha, o Paquistão obteve sua última medalha olímpica ao ficar em terceiro lugar no torneio masculino de Hóquei sobre a grama. Depois dessa medalha, o Paquistão nunca mais subiu num pódio olímpico. A equipe paquistanesa de hóquei realizou uma excelente campanha na primeira fase ao vencer todos os seus 5 jogos. Obteve vitórias diante de Malásia (4-1), Nova Zelândia (1-0), Equipe Unificada (6-2), antiga URSS,  Holanda (3-2) e Espanha (6-1). Na semifinal, perdeu para a Alemanha por 1-2, mas garantiu a medalha de bronze ao bater a Holanda por 4-3. Depois dos Jogos de Barcelona, o Paquistão nunca mais voltou ao pódio olímpico em qualquer esporte, ficando sem medalha de 1996 a 2012. Para um dos países mais populosos do mundo, seu desempenho é simplesmente desapontador e não há perspectivas de melhora para as próximas edições olímpicas.   




 

quarta-feira, 17 de abril de 2013

TUNÍSIA - ANÁLISE


A Tunísia é um país africano, localizado no norte do continente, com população de aproximadamente 10,7 milhões de habitantes. Tornou-se independente da França em 20 de Março de 1956 e declarou sua república em 25 de julho de 1957, ano em que também foi criado seu comitê olímpico nacional. A Tunísia inciou sua participação olímpica em 1960, em Roma, Itália. Desde então, ausentou-se dos Jogos somente na edição de 1980, apoiando o boicote dos Estados Unidos aos Jogos Olímpicos de Moscou, antiga URSS. Nunca participou dos Jogos de Inverno. No geral, em suas participações olímpicas, acumula um total de 10 medalhas, 3 delas de ouro. O país não demorou muito para chegar ao pódio olímpico. Em 1964, em Tóquio, Japão, obteve sua primeiras medalhas olímpicas, uma de prata, no Atletismo, e outra de bronze, no Boxe. Mohammed Gammoudi ficou em segundo lugar na prova masculina de 10.000m no Atletismo, com um resultado de 28:24.8 min, apenas 0.4s atrás do surpreendente norte-americano William Mills, que nem era cotado como medalhista para a prova. A outra medalha da Tunísia foi obtida por Habib Galhia, que ficou em terceiro lugar na categoria até 63,5 kg do torneio masculino de Boxe. Galhia derrotou o holandês Gerlach (3-2) na segunda rodada. Nas oitavas-de-finais, derrotou Omparsad, do Nepal, por nocaute. Nas quartas-de-finais, obteve outro nocaute, dessa vez contra o cubano Betancourt. Com o resultado, Galhia garantiu a medalha de bronze, oficializada após perder para o soviético Yevgeni Frolov, nas semifinais, por 5-0. Em 1968, na Cidade do México, no México, a Tunísia conseguiu melhorar seu desempenho, novamente somando 2 medalhas, mas uma de ouro e uma de bronze. Ambas foram conquistadas pelo corredor Mohammed Gammoudi, que venceu a prova de 5.000m e ficou em terceiro lugar na de 10.000m. Na prova de 5.000m, Gammoudi registrou um tempo de 14:05.0 min, superando o queniano Kipchoge Keino por somente 0.2s. Com o resultado, tornou-se o primeiro campeão olímpico da história de seu país. Na prova de 10.000m, obteve a marca de 29:34.2 min, ficando apenas na terceira posição, 6.8s atrás do queniano Naftali Temu, medalhista de ouro, e 6.2s atrás do etíope Mamo Wolde, medalhista de prata. Gammoudi ajudou a Tunísia a registrar o melhor desempenho olímpico de sua história até então, algo que só mudaria em 2012. Em 1972, em Munique, Alemanha Ocidental, a Tunísia obteve apenas uma medalha de prata. Novamente o feito coube ao corredor Mohammed Gammoudi, que ficou em segundo lugar na prova masculina de 5.000m no Atletismo. Gammoudi registrou a marca de 13:27.4 min, perdendo apenas para o finlandês Lasse Viren, campeão em 13:26.4 min. Gammoudi tornou-se o maior medalhista da história da Tunísia, com 4 medalhas, 1 de ouro, 2 de prata e 1 de bronze. Depois do bom período proporcionado por Gammoudi, a Tunísia demorou para retornar ao pódio olímpico, algo ocorrido somente em 1996, nos Jogos Olímpicos de Atlanta, nos Estados Unidos. Na ocasião, a Tunísia limitou-se a uma medalha de bronze conquistada no torneio masculino de Boxe. Fethi Missaoui ficou na terceira posição na categoria até 63.5 kg. Missaoui derrotou o australiano Trautsch na primeira rodada (25-9). Nas oitavas-de-finais, passou pelo irlandês Barrett (18-6). Nas quartas-de-finais, teve um difícil combate contra o argelino Mohamed Alalou, vencendo-o por apenas 16-15. Com a medalha de bronze garantida, Missaoui enfrentou o alemão Oktay Urkal nas semifinais, perdendo facilmente por 6-20. Depois deste retorno ao pódio olímpico, a Tunísia passou em branco nos Jogos de 2000 e 2004. Porém, em 2008, nos Jogos de Beijing, na China, retornou novamente ao pódio e para receber uma medalha de ouro. O autor da façanha foi o nadador Oussama Mellouli, que venceu a prova masculina de 1.500m, estilo livre, com o excelente tempo de 14:40.84 min. Foi a primeira medalha olímpica do país na Natação. Mellouli superou o australiano Grant Hackett, que buscava o tricampeonato olímpico, por 0.69s de diferença. Em 2012, em Londres, Reino Unido, a Tunísia realizou a melhor campanha olímpica de sua história ao conquistar um total de 3 medalhas, 1 de ouro, 1 de prata e 1 de bronze. As medalhas foram conquistadas por Oussama Mellouli, que chegou 2 vezes ao pódio na Natação masculina, e por Habiba Ghribi, medalhista no Atletismo feminino. Habiba Ghribi ficou em segundo lugar na prova feminina de 3.000m com obstáculos, com a marca de 9:08.37 min, 1.65s atrás da russa Yuliya Zaripova, garantindo a medalha de prata e se tornando a primeira mulher da história da Tunísia a chegar a um pódio olímpico. Oussama Mellouli, por sua vez, não conseguiu repetir sua vitória na prova masculina de 1.500m, estilo livre, na Natação, limitando-se apenas à terceira posição, com o tempo de 14:40.31 min. Aliás, não tinha a mínima condição de vencer a prova devido à presença do poderoso chinês Sun Yang, que registrou o fantástico recorde mundial de 14:31.02 min. Entretanto, Mellouli obteve sua segunda medalha de ouro olímpica ao vencer de forma surpreendente a prova de 10 km em mar aberto, com um tempo de 1:49:55.1h, superando o favorito alemão Thomas Lurz por 3.4s de diferença. Nos Jogos de 2012 a Tunísia realizou uma excelente campanha, obtendo sua primeira medalha feminina, com Habiba Ghribi no Atletismo, registrando seu primeiro competidor a chegar a duas medalhas de ouro, com Oussama Mellouli, e conseguindo seu melhor desempenho em termos de número de medalhas, chegando 3 vezes ao pódio. A Tunísia possui potencial para realizar melhores campanhas nos Jogos Olímpicos e poderá utilizar o tripé formado por Boxe, Natação e Atletismo para atingir este objetivo. Além disso o país possui algumas possibilidades de pódio em esportes de combate. Como seus desempenhos são modestos, não seria difícil o estabelecimento de outro recorde em 2016, nos Jogos do Rio de Janeiro.    

domingo, 14 de abril de 2013

URUGUAI - ANÁLISE







O Uruguai é um país da América do Sul com cerca de 3,3 milhões de habitantes. Sua participação nos Jogos Olímpicos tem sido discreta, embora apresente como destaque suas conquistas no Futebol. O país participou dos Jogos Olímpicos de Verão pela primeira vez em 1924, em Paris, França, e desde então esteve ausente apenas na edição de 1980, quando aderiu ao boicote norte-americano aos Jogos Olímpicos de Moscou, antiga URSS. Nos Jogos de Inverno, o Uruguai esteve presente apenas na edição de 1998, em Nagano, Japão. Embora possua uma população parecida com a da Noruega, por exemplo, o Uruguai conquistou apenas 10 medalhas olímpicas, 2 de ouro, em sua história, sendo que seu melhor período ocorreu de 1924 a 1956, quando obteve 8 de suas medalhas. Em 1924, nos Jogos Olímpicos de Paris, na França, em sua estreia olímpica, o Uruguai obteve a medalha de ouro no torneio masculino de Futebol. Na primeira rodada, o Uruguai massacrou a Iugoslávia com um placar de 7-0. Na segunda rodada, o Uruguai ignorou os Estados Unidos e venceram a partida por 3-0. Nas quartas-de-finais, realizaram um excelente jogo contra a França, vencendo-a por 5-1. Na semifinal, teve um jogo duríssimo com a Holanda, conseguindo vencê-la, de virada, por 2-1, garantindo a medalha de prata. A final foi contra a Suíça, e o Uruguai novamente mostrou sua força, vencendo por 3-0 e conquistando a medalha de ouro. A equipe contou com grandes jogadores da época, como Andrade, Cea, Petrone, Scarone, Nasazzi e Santos Urdinarán. A equipe do Uruguai realizou 5 jogos, obteve 5 vitórias, marcou 20 gols e sofreu apenas 2. Petrone, com 7 gols, Scarone, com 5, e Cea, com 4, foram os goleadores da equipe. Romano, com 3 gols e Vidal, com apenas 1, completaram a lista dos jogadores que marcaram gols para o Uruguai. Em 1928, em Amsterdã, Holanda, o Uruguai novamente limitou-se a uma medalha de ouro, e de novo com a equipe masculina de Futebol, que iniciou sua campanha com uma vitória por 2-0 diante da anfitriã Holanda. Nas quartas-de-finais, o Uruguai passou fácil pela Alemanha, com um resultado de 4-1. Na semifinal, o Uruguai enfrentou a forte Itália, mas conseguiu derrotá-la por 3-2, embora estivesse vencendo por 3-1 já no primeiro tempo. A final ocorreu diante da fortíssima seleção da Argentina e só foi decidida em dois jogos, já que no primeiro jogo houve empate em 1-1. Na segunda partida, o Uruguai conseguiu uma heroica vitória por 2-1, conquistando sua segunda medalha olímpica de ouro no Futebol masculino. A equipe uruguaia teve uma campanha bem menos eficiente do que há quatro anos, jogando 5 partidas, vencendo 4 e empatando uma, marcando 12 gols e sofrendo 5. Novamente, os maiores goleadores do time foram Petrone, com 4 gols, e Scarone, com 3. Em 1932, em Los Angeles, EUA, o Uruguai se fez representar e obteve apenas uma medalha de bronze, feito de Guillermo Douglas na prova masculina de esquife individual no Remo. Douglas chegou muito atrás do australiano Pearce, ouro, e do norte-americano Miller, prata, completando o percurso em 8:13.6 min, mais de 28s atrás dos outros dois medalhistas. Em 1936, o Uruguai não obteve qualquer medalha nos Jogos de Berlim, mas retornou ao pódio em 1948, em Londres, Reino Unido, com 2 medalhas, uma de prata e outra de bronze, ambas no Remo. Eduardo Risso ficou em segundo lugar na prova individual de esquife, com a marca de 7:38.2 min, derrotado pelo australiano Mervyn Wood por 13.8s de diferença, garantindo a medalha de prata. Já a medalha de bronze foi obtida por Juan Rodriguez e William Jones, terceiros colocados na prova de esquife duplo. Jones e Rodriguez completaram a prova em 7:12.4 min, ficando mais de 20 segundos atrás do barco do Reino Unido, medalha de ouro. Em 1952, em Helsinque, Finlândia, o Uruguai colecionou mais 2 medalhas de bronze, uma no Basquetebol e outra no Remo. Miguel Seijas e Juan Rodriguez obtiveram a terceira colocação na prova de esquife duplo no Remo, com um resultado de 7:43.7 min, bem atrás da URSS, prata, e da Argentina, ouro. Rodriguez, bronze em 1948, novamente chegou ao pódio, mas com outro companheiro. A outra medalha de bronze foi obtida pela aguerrida equipe masculina de Basquetebol, que ficou conhecida pela violência de seus jogadores. Na primeira fase, derrotou a Tchecoslováquia com dificuldades, 53-51, e a Hungria, 70-56, mas não resistiu a forte equipe dos EUA, perdendo por 44-57. Na fase de quartas-de-finais, perdeu para a França, 66-68, mas obteve vitórias diante da Bulgária, 62-54, e da Argentina, 66-65. Na semifinal, depois de uma verdadeira guerra contra a União Soviética, acabou derrotado, 57-61. Na disputa pela medalha de bronze, novamente encontrou a Argentina pela frente e assegurou mais uma vitória e a medalha de bronze, com um resultado de 68-59. Ao todo, a equipe realizou 8 jogos, obtendo 5 vitórias e 3 derrotas. Em 1956, em Melbourne, Austrália, o Uruguai mais uma vez chegou ao pódio no Basquetebol masculino e novamente com a medalha de bronze, a única do país naquela edição dos Jogos. Na primeira fase a equipe obteve vitórias diante da Bulgária, 70-65, de Formosa, 85-62, e da Coreia do Sul, 83-60. Na fase de quartas-de-finais, bateu as Filipinas, 79-70, e o Chile, 80-73, mas caiu diante da França, 62-66. Mesmo assim, garantiu vaga na semifinal, tendo sido batido largamente pela poderosíssima equipe dos EUA por 38-101. Na decisão pela medalha de bronze, conseguiu se vingar da França, derrotando-a por 71-62. A equipe uruguai disputou 8 jogos, venceu 6 e perdeu 2. Em 1960, em Roma, o Uruguai não obteve medalha, mas retornou ao pódio na edição seguinte dos Jogos, em 1964, em Tóquio, capturando uma medalha de bronze no torneio de Boxe. Washington Rodriguez, na categoria até 54 kg, foi o responsável pela conquista, com vitórias diante do cambodjano Ek (5-0) e do tcheco Slajs (RSC) nas primeiras rodadas. Nas quartas-de-finais, passou pelo nigeriano Young (4-1), garantindo ao menos a medalha de bronze. Na semifinal, acabou derrotado pelo japonês Takeo Sakurai, confirmando a medalha de bronze. Após esta conquista, o Uruguai permaneceu 36 anos sem chegar a um pódio olímpico. Em 2000, em Sidney, Austrália, voltou a sentir o gosto de uma medalha olímpica através de Milton Wynants, que conquistou uma inédita medalha de prata na prova masculina de pontos, no Ciclismo, somando um total de 18 pontos, ficando atrás apenas do espanhol Juan Llaneras. O Uruguai possui uma população pequena, mas poderia apresentar melhores resultados no cenário olímpico. Seu número de medalhas é muito limitado e a situação fica pior ainda quando se nota que depois de 1964, em 50 anos, o país somente conquistou uma medalha olímpica, desempenho aquém de muitos países africanos com gravíssimos problemas econômicos e sociais.   





LIECHTENSTEIN - ANÁLISE





Liechtenstein é um pequeno país europeu, localizado entre a Áustria e a Suíça, com população de aproximadamente 36,2 mil habitantes. O pequeno país europeu criou seu Comitê Olímpico Nacional em 1935 e iniciou sua participação olímpica já em 1936, tanto nos Jogos de Inverno quanto nos de Verão. Esteve ausente dos Jogos em poucas ocasiões, nas edições de verão de 1956 e 1980 e na de inverno de 1952. Embora tenha uma reduzidíssima população, o país está na frente de vários outros, com um total de 9 medalhas, 2 de ouro, todas obtidas nos Jogos Olímpicos de Inverno e na modalidade Esqui Alpino. Liechtenstein iniciou sua presença no pódio em 1976, em Innsbruck, Áustria, com a conquista de 2 medalhas de bronze, uma delas entre os homens, com Willi Frommelt, na prova de eslalom, e a outra com Hanni Wenzel, na ompetição feminina de eslalom. Frommelt marcou 2:04.28 min, ficando a 0.99s do campeão Piero Gros, da Itália. Wenzel registrou a marca de 1:32.20 min, mais de 1.5 segundos atrás da alemã Rosi Mittermaier, campeã em 1:30.54 min. Em 1980, em Lake Placid, Estados Unidos, Liechtenstein registrou o melhor desempenho olímpico de sua história ao conquistar um total de 4 medalhas, 2 de ouro e 2 de prata. Hanni Wenzel teve uma atuação excepcional ao conquistar 3 medalhas, 2 de ouro e 1 de prata. Foi campeã nas provas de eslalom gigante, com a marca de 2:41.66 min, 0.46s à frente da alemã Irene Epple, e na de eslalom, com um resultado de 1:25.09 min, eternos 1.41s à frente de outra alemã, Christa Kinshofer, além de ficar em segundo lugar na disputa de downhill, marcando 1:38.22 min, 0.70s atrás da austríaca Annemarie Moser-Pröll. Entre os homens, o desempenho de Liechtenstein foi bem mais modesto, com apenas a medalha de prata obtida por Andreas Wenzel na prova de eslalom gigante. Andreas marcou 2:41.49 min, 0.75s atrás do sueco Ingemar Stenmark. Andreas e Hanni são irmãos. Em 1984, em Sarajevo, Iugoslávia, Liechtenstein novamente chegou ao pódio, mas de forma bem discreta, com apenas 2 medalhas de bronze. Andreas Wenzel ficou em terceiro lugar na prova masculina de eslalom gigante, marcando 2:41.75 min, resultado 0.57s pior do que o alcançado pelo campeão Max Julen, da Suíça. Entre as mulheres, Ursula Konzett alcançou a medalha de bronze na prova de eslalom, com a marca de 1:37.50 min, 1.03s atrás da campeã paoletta Magoni, da Itália. Em 1988, em Calgary, Canadá, Liechtenstein obteve sua última medalha olímpica, quando Paul Frommelt obteve a terceira posição na disputa masculina de eslalom, com um resultado de 1:39.84 min, 0.37s atrás do campeão Alberto Tomba, da Itália. Paul é irmão de Willy, medalhista em 1976. Curiosamente, eles encabeçam a lista de primeiro e último medalhista do país. Liechtenstein viveu um grande período olímpico entre 1976 e 1988, mas não há expectativas de que volte aos bons tempos.