A Mongólia é um país
asiático localizado entre a Rússia e a China. Possui cerca de 1,5 milhões de
metros quadrados, mas sua população é relativamente pequena, pouco menos de 3
milhões de habitantes. Por muito tempo esteve vinculada à China, como no
Império Xiongnu, formado em 209 A.C. Em 1206 formou-se o Império Mongol, com o
líder Genghis Khan, que alargou as fronteiras da Mongólia. Posteriormente os
chineses tomaram controle do país, mas em 1911 a Mongólia declarou sua
independência. Nos Jogos Olímpicos, a Mongólia estreiou apenas em 1964, em
Tóquio, Japão, na edição de Verão. Desde então, ausentou-se apenas dos Jogos de
1984, seguindo o boicote liderado pela União Soviética. Nos Jogos de Inverno, o
país está presente desde 1964, mas nunca chegou ao pódio. A Mongólia possui um
total de 24 medalhas olímpicas, 2 de ouro, 9 de prata e 13 de bronze. Em sua
estreia olímpica, em 1964, em Tóquio, Japão, não obteve medalha, mas já em
1968, na Cidade do México, causou boa impressão ao obter um total de 4
medalhas, 1 de prata e 3 de bronze, todas na Luta Livre. Jigjidiin Mönkhbat, na
categoria até 87 kg, foi o lutador com melhor resultado, chegando à medalha de
prata. Mönkhbat ficou atrás apenas do soviético Boris Gurevitch. Chimedbazaryn
Damdinsharav, na categoria até 52 kg, garantiu a medalha de bronze, ficando
atrás do norte-americano Richard Sanders, prata, e do japonês Shigeo Nakata,
ouro. As outras medalhas de bronze do país foram obtidas por Danzandarjaagiin
Sereeter, na categoria até 70 kg, vencida pelo iraniano Abdollah Movahed, e por
Tömöriin Artag, na categoria até 78 kg, que teve o turco Mahmut Atalay como
grande campeão. Em 1972, em Munique, então Alemanha Ocidental, a Mongólia obteve
apenas uma medalha de prata, na Luta Livre, feito de Khorloogiin Bayanmönkh,
que ficou em segundo lugar na categoria até 100kg, atrás apenas do fortíssimo
soviético Ivan Yarygin. Em 1976, em Montreal, Canadá, novamente a Mongólia
ficou limitada a apenas uma medalha de prata, conseguida por Zevegiin Oidov, na
categoria até 62 kg. Oidov ficou atrás apenas do sul-coreano Jungmo Yang, ouro.
Em 1980, em Moscou, União Soviética, o país obteve a melhor campanha de sua
história até então, com um total de 4 medalhas, 2 de prata e 2 de bronze. Foi
favorecido pelo boicote dos países capitalistas, notadamente dos Estados Unidos
e do Japão, cujas ausências facilitaram as conquistas na Luta Livre e no Judô.
A Mongólia obteve 2 medalhas no Judô, uma de prata e uma de bronze, e fez o
mesmo na Luta Livre. No Judô, Tsendiin Damdin obteve a medalha de prata na
categoria até 65 kg, perdendo a final para o soviético Nikolay Solodukhin. A
medalha de bronze foi conquistada por Ravdangiin Davaadalai, na categoria até
71 kg, que teve como campeão o italiano Ezio Gamba. Foi a primeira vez na
história olímpica que a Mongólia obteve medalha fora da Luta Livre. Em eu
esporte mais tradicional, a Luta Livre, a Mongólia também obteve 2 medalhas,
uma de prata e uma de bronze. Jamtsyn Davaajav obteve a medalha de prata na
categoria até 74 kg, vencida pelo búlgaro Valentin Raitchev. A medalha de
bronze foi obra de Dugarsürengiin Oyuunbold, na categoria até 57 kg, vencida
pelo soviético Sergey Beloglazov. Depois de boicotar os Jogos de 1984, sediados
em Los Angeles, Estados Unidos, a Mongólia retornou ao mundo olímpico em 1988,
em Seul, Coreia do Sul. Porém, sua campanha foi fraca, apenas uma medalha de
bronze, conquistada no Boxe. Nergüin Enkhbat ficou em terceiro lugar na
categoria até 60 kg, vencida pelo alemão-oriental Andreas Zülow. O aspecto
positivo da conquista foi o fato da Mongólia ter chegado ao pódio pela primeira
vez em mais uma modalidade olímpica. Em 1992, em Barcelona, Espanha, a Mongólia
somou 2 medalhas de bronze, uma no Boxe e outra no Tiro ao Alvo. Namjilyn
Bayarsaikhan ficou em terceiro lugar na categoria até 60 kg, vencida pelo
norte-americano Oscar De La Hoya. Bayarsaikhan não enfrentou grandes
adversários, vencendo o tanzaniano rashid Matumla nas quartas-de-finais e
perdendo a semifinal para o alemão Marco Rudolph, por WO. No Tiro ao Alvo, a
medalha de bronze foi conquistada por Munkhbayar Dorjsuren, terceira colocada
na prova de pistola esporte, 25m, somando 679 pontos, atrás da chinesa Li
Duihong (680) e da russa Marina Logvinenko (684). Pela primeira vez na história
a Mongólia obteve medalha olímpica numa prova que não fosse de esporte de
combate. Em 1996, em Atlanta, a Mongólia teve um fraco desempenho e ficou
limitada a uma medalha de bronze, conquistada por Dorjpalamyn Narmandakh, no
Judô masculino, na categoria até 60 kg. Narmandakh foi derrotado pelo japonês
Tadahiro Nomura na semifinal e obteve a medalha de bronze ao derrotar o
bielorrusso Natik Bagirov. Em 2000, em Sidney, Austrália, a Mongólia passou em
branco e não chegou ao pódio. Mas retornou ao mesmo em 2004, em Atenas, Grécia,
ainda que para obter apenas uma medalha de bronze. O autor da proeza doi
Khashbaataryn Tsagaanbaatar, na categoria até 60 kg, no Judô masculino.
Tsagaanbaatar perdeu a semifinal para o japonês Tadahiro Nomura, mas conseguiu
superar o espanhol Kenji Uematsu na disputa pela medalha de bronze. Em 2008, em
Beijing, China, a Mongólia registrou o melhor desempenho de sua história
olímpica até então, somando um total de 4 medalhas, 2 de ouro e 2 de prata. Pela
primeira vez o país chegou a uma medalha de ouro olímpica e em dose dupla. O
Boxe foi a modalidade com melhor desempenho, somando 2 medalhas, 1 de ouro e 1
de prata. A outras medalhas vieram do Judô, ouro, e do Tiro ao Alvo, prata.
Naidangiin Tüvshinbayar se tornou o primeiro campeão olímpico da história do
país ao conquistar a medalha de ouro no Judô masculino, na categoria até 100
kg. Tüvshinbayar derrotou o japonês Keiji Suzuki na primeira rodada, depois
passou pelo alemão Behrla, pelo sul-coreano Sungho e pelo azeri Miralliyev na
semifinal. Na final, derrotou o cazaque Askhat Zhitkeyev, tornando-se o
primeiro campeão olímpico da história da Mongólia. No Boxe, a medalha de ouro
foi obtida por Enkhbatyn Badar-Uugan, que se sagrou campeão na divisão
masculina até 54 kg. Badar-Uugan bateu o mexicano Valdez, o irlandês Nevin,
Ikgopoleng, de Botsuana, garantindo um lugar no pódio. Na semifinal, passou por
Veaceslav Gojan, da Moldávia (15-2) e na final derrotou o cubano Yankiel León
por 16-5. A outra medalha do país no boxe, de prata, foi conseguida por
Pürevdorjiin Serdamba, segundo colocado na divisão masculina até 48 kg.
Serdamaba derrotou adversários dos EUA e de Cuba, mas não resistiu ao chinês
Zou Shiming, medalha de ouro. E no Tiro ao Alvo, a Mongólia obteve a medalha de
prata na prova de pistola esporte, 25m, com Otryadyn Gündegmaa, que somou 792.2
pontos, atrás apenas da chinesa Chen Ying, ouro com 793.4 pontos. Em 2012, em
Londres, Reino Unido, a Mongólia quebrou seu recorde de medalhas numa única
edição dos Jogos, chegando a um total de 5, sendo 2 de prata e 3 de bronze. Não
conseguiu repetir as vitórias de quatro anos antes, mas subiu uma vez a mais no
pódio. Boxe e Judô, cada qual com 2 medalhas, uma de prata e uma de bronze,
foram os esportes com melhor participação. A outra medalha de bronze ocorreu na
Luta Livre feminina. No Judô, Naidangiin Tüvshinbayar não conseguiu repetir a
vitória de quatro anos antes, mas obteve a medalha de prata na categoria masculina
até 100 kg, perdendo por ippon a final diante do russo Tagir Khaybulaev. A medalha
de bronze foi obtida por Sainjargalyn Nyam-Ochir, na divisão masculina até 73
kg. Nyam-Ochir obteve a medalha ao derrotar o holandês Elmont. Ele havia
perdido a luta de quartas-de-finais para o russo Mansur Issaev, campeão
olímpico. No Boxe, a medalha de prata foi obtida por Nyambayaryn Tögstsogt, na
categoria masculina até 52 kg. Tögstsogt bateu o russo Misha Aloyan na
semifinal (15-11), mas foi derrotado pelo cubano Robeisy Ramírez na final
(17-14). A medalha de bronze foi obtida por Uranchimegiin Mönkh-Erdene, na categoria
masculina até 64 kg. Mönkh-Erdene perdeu para o ucraniano Denys Berentchyk na
semifinal. Na Luta feminina, Soronzonboldyn Battsetseg obteve a medalha de
bronze na categoria até 63 kg. Battsetseg perdeu para a japonesa Kaori Icho na
semifinal, mas derrotou a canadense Martine Dugrenier na disputa pela medalha
de bronze. A Mongólia tem conseguido variar suas conquistas olímpicas,
ampliando o número de modalidades esportivas com potencial de pódio. Porém,
suas possibilidades estão muito concentradas nos esportes de combate. Ainda
assim, com uma grande evolução na luta feminina nos últimos tempos, o país poderá
estabelecer novos recordes de medalhas.
O Blog tem por objetivo estudar os Jogos Olímpicos enfatizando os países, as provas disputadas, as edições olímpicas, os esportes disputados nos Jogos e também os atletas. Nos marcadores encontram-se: 1) os anos das edições olímpicas; 2) os esportes olímpicos ( E ); 3) os países que já obtiveram medalha olímpica ( P ); 4) e cada prova olímpica com os países medalhistas e um quadro geral de medalhas ( PR ). Visite também: www.livrosesportivos.blogspot.com e www.favoritos2012.blogspot.com
sábado, 8 de novembro de 2014
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
TAILÂNDIA - ANÁLISE
A Tailândia é um país localizado
no Sudeste Asiático, com população de cerca de 65 milhões de habitantes. É um
país antigo, que passou por vários reinados desde 1238, até ganhar em 23 de
Junho de 1939 o nome de Tailândia, que mudou para Sião de 1945 a 11 de Maio de
1949, voltando novamente a ser chamada de Tailândia. Nos Jogos Olímpicos, o
país possui um desempenho modesto, mas que vem melhorando nas últimas edições
olímpicas. A Tailândia soma um total de 24 medalhas, 7 de ouro, 6 de prata e 11
de bronze, obtidas em apenas 3 esportes: Boxe, Levantamento de Peso e
Taekwondo. Iniciou sua participação olímpica em 1952, em Helsinque, Finlândia e
desde então apenas se ausentou do evento em 1980, quando os Jogos foram
disputados em Moscou, então União Soviética. Embora tenha disputado os Jogos
desde 1952, somente subiu a um pódio olímpico em 1976, em Montreal, no Canadá. Na
ocasião, obteve uma medalha de bronze no Boxe, com Payao Poontarat, na
categoria mosca-ligeiro, até 48 kg. Poontarat venceu 3 combates, superando
adversários da Romênia, URSS e Hungria, no caso, o campeão olímpico de 1972,
György Gedo, antes de perder para o norte-coreano Byong-Uk Li na semifinal.
Depois do boicote de 1980, a Tailândia retornou aos Jogos Olímpicos em 1984, em
Los Angeles, Estados Unidos, e novamente chegou ao pódio, obtendo uma medalha
de prata no torneio de Boxe. Dhawee Umponmaha ficou em segundo lugar na
categoria meio-médio ligeiro, até 63.5 kg, depois de vencer 5 combates e perder
a final para o norte-americano Jerry Page por 5-0. Umponmaha foi beneficiado
pelo boicote dos países do bloco socialista, que eram fortes candidatos ao
pódio na categoria. Em 1988, em Seul, Coreia do Sul, a Tailândia novamente
obteve uma medalha no Boxe, dessa vez de bronze. Phajol Moolsan ficou em terceiro
lugar na categoria galo, até 54 kg, depois de vencer 3 combates e perder a
semifinal para o norte-americano Kennedy McKinney por nocaute técnico (RSC) no
primeiro assalto. Novamente o boicote de Cuba facilitou a situação tailandesa.
Em 1992, em Barcelona, Espanha, a Tailândia continuou chegando ao pódio e
novamente no Boxe. Dessa vez, Arkhom Chenglai conquistou a medalha de bronze na
categoria meio-médio, até 67 kg, depois de 3 vitórias e da derrota diante do
irlandês Michael Carruth, na semifinal, por 11-4. Em 1996, em Atlanta, Estados
Unidos, a Tailândia obteve o melhor desempenho olímpico de sua história até
então ao coqnuistar 2 medalhas, 1 de ouro, a primeira de sua história, e uma de
bronze, ambas no Boxe. Somluck Kamsing sagrou-se campeão na categoria até 57 kg
e se tornou o primeiro campeão olímpico da história da Tailândia. Kamsing
obteve 5 vitórias, inclusive diante do búlgaro Serafim Todorov, na final, por
8-5. A outra medalha tailandesa, de bronze, foi conquistada por Vichairachanon
Khadpo, na categoria até 54 kg. Khadpo foi derrotado pelo húngaro István
Kovács, medalhista de ouro, por 12-7, na semifinal. Em 2000, em Sidney,
Austrália, a Tailândia novamente obteve a melhor participação olímpica de sua
história, somando 3 medalhas, 1 de ouro e 2 de bronze. Além disso, pela
primeira vez conquistou uma medalha fora do Boxe, no Levantamento de Peso. O Boxe,
contudo, ainda foi o melhor esporte do país e somou 2 medalhas, 1 de ouro e 1
de bronze. A de ouro foi obtida por Wijan Ponlid, na categoria até 51 kg.
Ponlid passou por adversários fortíssimos, como o cubano Mantilla, o ucraniano
Sidorenko e o cazaque Bulat Dzhumadilov, a quem derrotou por 19-12. A medalha
de bronze foi obtida por Thongburan Pornchai, na categoria médio-ligeiro, até
71 kg, após duas vitórias e a derrota para o romeno Marian Simion, na semifinal,
por 26-16. Já no Levantamento de Peso, o país aproveitou a estreia das
competições femininas no programa olímpico e obteve a medalha de bronze da
categoria até 58 kg, com Khassaraporn Suta, que somou 210,0 kg, sendo 92,5 kg
no arranque e 117.5 kg no arremesso, muito atrás da mexicana Soraya Jiménez,
que somou 222.5 kg para conquistar a medalha de ouro. Suta se tornou a primeira
atleta tailandesa medalhista olímpica e a primeira pessoa a conquistar uma
medalha olímpica para seu país fora do Boxe. Em 2004, em Atenas, a Tailândia
obteve um espetacular desempenho, o melhor de sua história em todos os tempos,
somando um total de 8 medalhas, 3 de ouro, 1 de prata e 4 de bronze. o Boxe
respondeu com 3 medalhas, uma de cada valor, enquanto o Levantamento de Peso,
apenas com as mulheres, foi responsável por 4 medalhas, 2 de ouro e 2 de
bronze. Além disso, o país ampliou sua lista de esportes medalhistas com uma
medalha de bronze no Taekwondo feminino. No Boxe, Manus Boonjumnong obteve a
medalha de ouro na categoria até 64 kg, com 5 vitórias, incluindo a final
diante do cubano Yudel Johnson por 17-11. As outras medalhas foram conquistadas
por Worapoj Petchkoom, prata na categoria até 54 kg, derrotado pelo cubano
Guillermo Rigondeaux por 22-13 na final, e por Suriya Prasathinphimai, bronze
na divisão até 75 kg, derrotado pelo russo Gaydarbek Gaydarbekov por 24-18 na
semifinal. No Levantamento de Peso feminino, a Tailândia deu um show, somando 4
medalhas, 2 de ouro e 2 de bronze. As medalhas de ouro foram conquistadas por
Udomporn Polsak, na categoria até 53 kg, com resultado de 222,5 kg no total,
sendo 97.5 kg no arranque e 125.0 kg no arremesso, e Pawina Thongsuk, na
categoria até 75 kg, com um total de 272.5 kg, sendo 122.5 kg no arranque e
150.0 kg no arremesso. Thongsuk empatou com a russa Natalia Zabolotnaya, mas a
superou por ser mais leve, 69.29 kg contra 74.09 kg. As medalhas de bronze
foram obtidas por Aree Wiratthaworn, na categoria até 48 kg, com um total de
200.0 kg (85 + 115), e por Wandee Kameaim, na categoria até 58 kg, com um total
de 230.0 kg (102.5 + 127.5). No Taekwondo, Yaowapa Boorapolchai ficou em
terceiro lugar na categoria feminina até 49 kg, com 3 vitórias, dentre elas a
que lhe garantiu a medalha de bronze, diante da colombiana Mora, e 1 derrota,
sofrida nas quartas-de-finais diante da cubana Labrada. Após o sucesso em
Atenas, a Tailândia não conseguiu melhorar seu desempenho em Beijing, 2008, mas
ainda assim realizou uma boa campanha, que culminou na conquista de 4 medalhas,
2 de ouro e 2 de prata. O Boxe voltou ao comando da campanha do país, com 2
medalhas, 1 de ouro e 1 de prata. A medalha de ouro foi conquistada por Somjit
Jongjohor, na divisão até 51 kg. Jongjohor venceu todos os seus 5 combates,
inclusive a final diante do cubano Andry Laffita, por 8-2. A medalha de prata
coube a Manus Boonjumnong, campeão em 2004. Boonjumnong obteve importantes
vitórias diante do cazaque Serik Sapiyev e do cubano Roniel Iglesias, mas
perdeu a final para o dominicano Manuel Félix Diaz por 12-4. Boonjumnong foi o
primeiro tailandês a somar 2 medalhas olímpicas. No Levantamento de Peso, o
país obteve sua outra medalha de ouro, dessa vez com Prapawadee Jaroenrattanatarakoon,
na categoria até 53 kg, com um total de 221 kg, incluindo 95 kg no arranque e
126 kg no arremesso. A outra medalha de prata tailandesa foi obtida no
Taekwondo feminino, com Buttree Puedpong, que ficou em segundo lugar na
categoria até 49 kg. Em 2012, em Londres, Reino Unido, a Tailândia perdeu muito
de suas conquistas em relação aos dois Jogos Olímpicos anteriores e se limitou
a apenas 3 medalhas, 2 de prata e 1 de bronze. Curiosamente, as três medalhas
foram divididas entre as 3 modalidades esportivas que colocaram o país no pódio
em sua história olímpica. Pimsiri Sirikaew ficou em segundo lugar na categoria
até 58 kg no Levantamento de Peso feminino, com um total de 236 kg, sendo 100
kg no arranque e 136 kg no arremesso, 10 kg atrás da vitoriosa chinesa Li
Xueying. No Boxe, Kaeo Pongprayoon ficou em segundo lugar na categoria até 49
kg, perdendo a final para o chinês Zou Shiming por 13-10. Pongprayoon obteve 4
vitórias antes de parar no chinês. No Taekwondo feminino, Chanatip Sonkham
ficou com a medalha de bronze na divisão até 49 kg, somando 3 vitórias e 1
derrota, esta sofrida diante da espanhola Brigitte Yagüe, por 9-10, na
semifinal. Na disputa da medalha de bronze, massacrou a guatemalteca Zamora por
8-0. A Tailândia tem demonstrado uma grande evolução dentro dos Jogos Olímpicos
e a mesma ocorreu também por causa da inclusão de novas modalidades, no caso o
Taekwondo, e da abertura do Levantamento de Peso para as mulheres. No Boxe, o
país tem conseguido manter uma incrível regularidade e tem medalhado nos
últimos 9 Jogos Olímpicos dos quais tomou parte. Desde 1976 a Tailândia chega
ao pódio no Boxe, com exceção de 1980, quando boicotou os Jogos Olímpicos de
Moscou. A Tailândia é um país com bom potencial esportivo, tem conseguido se
manter no pódio em 3 modalidades esportivas, mas terá que reunir as condições
que propciaram ao país chegar ao excelente resultado de 2004. Além disso,
evoluir em outros esportes também poderá contribuir para que o país consiga
maior destaque no futuro. Por enquanto, se conseguir manter sua tradição
estabelecida no Taekwondo, no Levantamento de Peso e no Boxe, já estará no
caminho para atingir resultados mais significativos.
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segunda-feira, 27 de outubro de 2014
NIGÉRIA - ANÁLISE
A Nigéria é um país
africano que se tornou independente do Reino Unido em 01 de Outubro de 1960 e
declarou sua República em 01 de Outubro de 1963. O país é um dos mais populosos
do mundo, com estimativas na casa dos 170 milhões de habitantes, embora o senso
de 2006 tenha indicado 140 milhões. O país participa dos Jogos Olímpicos desde
1952, mesmo quando não era independente. Embora tenha uma grande população, a
Nigéria não possui um grande desempenho no campo esportivo, somando apenas 23
medalhas, 3 de ouro, 8 de prata e 12 de bronze. E a quase totalidade de suas
conquistas ocorreram a partir dos anos 90 do século passado. Embora tenha
iniciado sua participação olímpica em 1952, a Nigéria conquistou sua primeira
medalha olímpica apenas em 1964, em Tóquio, Japão. A conquista coube ao boxeador
Nojim Maiyegun, que ficou em terceiro lugar na categoria médio-ligeiro, até 71
kg, ao perder para o francês Joseph Gonzales. Em 1968, na Cidade do México, o
país não obteve medalha, mas retornou ao pódio nos Jogos seguintes, em Munique,
então Alemanha Ocidental, em 1972, com a conquista de outra medalha de bronze
no Boxe, desta vez na categoria meio-pesada, até 81 kg. O feito coube a Isaac
Ikhouria, que venceu 3 combates, principalmente o das quartas-de-finais diante
do soviético Nikolay Anfimov por acirrados 3-2. Na semifinal, Ikhouria perdeu
para o cubano Gilberto Carrillo por 5-0. Em 1976, a Nigéria aderiu ao boicote
promovido pelos países da África Negra e não foi aos Jogos de Montreal,
retornando aos Jogos Olímpicos em 1980, em moscou, porém sem conseguir
conquistar medalha. Em 1984, em Los Angeles, Estados Unidos, a Nigéria obteve 2
medalhas, 1 de prata, no Boxe, e 1 de bronze, no Atletismo, estabelecendo o
melhor desempenho de sua história até então. A medalha do Atletismo foi
conquistada pela equipe masculina de revezamento 4x400m, que ficou na terceira
posição, com a forte marca de 2:59.32 min, atrás de EUA e Reino Unido. Já a
medalha de prata do Boxe, foi obtida por Peter Konyegwachie, que perdeu a final
da categoria pena, até 57 kg, para o norte-americano Meldrick Taylor. Em sua
campanha, Konyegwachie obteve 4 vitórias, chegando à final após bater o turco
Turgut Aykaç por 5-0 na semifinal. Nos dois casos, os nigerianos foram
favorecidos pelo boicote dos países do Bloco Socialista aos Jogos de Los
Angeles. Em 1988, em Seul, Coreia do Sul, novamente a Nigéria não conseguiu
medalha, mas retornou com força em 1992, em Barcelona, Espanha, estabelecendo
um incrível recorde de 4 medalhas, 3 de prata, 1 de bronze, na melhor
participação olímpica de sua história até então. O Atletismo foi responsável
por 1 medalha de prata e por 1 de bronze, enquanto o Boxe garantiu 2 de prata.
A medalha de prata do Atletismo foi conquistada pela equipe masculina de
revezamento 4x100m, composta por excelentes velocistas como Chidi Imoh, Olapade
Adeniken e Davidson Ezinwa, que marcou o excelente resultado de 37.98s, mas não
conseguiu evitar a vitória da poderosa equipe dos EUA, recordista mundial com
37.40s. Já a medalha de bronze foi obtida pela equipe feminina de revezamento
4x100m, que marcou 42.81s, perdendo para os EUA, ouro, e para a Equipe
Unificada, antiga URSS, prata. A equipe tinha Mary Onyali como principal
destaque. No Boxe, as medalhas de prata foram conquistadas por David Izonritei,
na categoria pesada, até 91 kg, e por Richard Igbineghu, na categoria
superpesada, acima de 91 kg. Izonritei obteve 3 vitórias e 1 derrota em sua
campanha. Venceu David Thua, da Nova Zelândia, por 12-7 na semifinal, mas
perdeu para o cubano Félix Savon, na final, por 14-1. Igbineghu, por sua vez,
obteve 3 vitórias e 1 derrota, passando pelo búlgaro Svilen Rusinov na
semifinal, por 9-7, mas sendo massacrado pelo cubano Roberto Balado ma final,
13-2. Em 1996, em Atlanta, Estados Unidos, a Nigéria realizou a melhor campanha
olímpica de sua história ao somar 6 medalhas, 2 de ouro, 1 de prata e 3 de
bronze. O Atletismo foi responsável por nada menos do que 4 medalhas, 1 de
ouro, 1 de prata e 2 de bronze. A medalha de ouro foi obtida por Chioma Ajunwa,
que venceu a prova feminina de salto em distância com a excelente marca de
7.12m, 10 cm à frente da italiana Fiona May e 12 cm à frente da campeã de 1988,
a norte-americana Jackie Joyner-Kersee. A medalha de prata foi conquistada com
a equipe feminina de revezamento 4x400m, que marcou 3:21.04 min, perdendo para
os EUA, por apenas 0.13s. Falilat Ogunkoya foi o maior destaque de equipe e
ainda conseguiu garantir uma medalha de bronze na prova individual de 400m, com
a boa marca de 49.10s, mas longe da campeã Marie-José Perec, da França, que
registrou um recorde olímpico de 48.25s para ficar com a medalha de ouro. A
outra medalha de bronze foi obtida por Mary Onyali, na prova feminina de 200m,
com a marca de 22.38s, 0.03s à frente da norte-americana Inger Miller. Curioso
notar que todas as 4 medalhas da Nigéria no Atletismo foram obtidas pelas
mulheres. O Boxe foi responsável por uma medalha de bronze, com Duncan
Dokiwari, que ficou em terceiro lugar na categoria superpesada, acima de 91 kg.
Dokiwari obteve 3 nocautes técnicos (RSC) antes de perder a semifinal para Paea
Wolfgramm, de Tonga, por 7-6. Porém, a medalha mais marcante para a Nigéria
tenha sido a de ouro no torneio masculino de Futebol. A equipe nigeriana
derrotou a Hungria (1-0) e o Japão (2-0) e perdeu para o Brasil (0-1) na
primeira fase. Nas quartas-de –finais, bateu o México (2-0). Na semifinal,
obteve uma histórica vitória sobre o Brasil, por 4-3, após estar perdendo por
3-1. Na final, bateu a forte Argentina, 3-2. A equipe possuía vários craques,
como Amokachi, Amuneke, Ikpeba e Okocha, mas o grande destaque foi Nwankwo
Kanu, maior artilheiro da equipe, com 3 gols, e grande responsável pela vitória
diante do Brasil na semifinal. Foi a primeira vez na história que um país
africano obteve a medalha de ouro do Futebol. Em 2000, em Sidney, Austrália, a
Nigéria teve uma atuação um pouco mais tímida, mas obteve 3 medalhas, 1 de ouro
e 2 de prata. O Atletismo somou 2 medalhas, 1 de ouro e 1 de prata. A medalha
de ouro, porém, ocorreu anos depois dos Jogos, pois na verdade a equipe
masculina de revezamento 4x400m havia ficado na segunda posição, com a marca de
2:58.68 min, atrás dos EUA, que venceram com 2:56.35 min. Porém, investigações
posteriores resultaram em escândalos de doping e nada menos do que 3 dos 4
corredores norte-americanos confessaram sua utilização. A equipe acabou
desclassificada e a medalha de ouro foi para a Nigéria em 2008, oito anos
depois. A medalha de prata foi obtida por Glorie Alozie na prova feminina de
100m com barreiras, com a marca de 12.68s, apenas 0.03s atrás da cazaque Olga
Shishigina, ouro. A outra medalha de prata da Nigéria foi obtida por Ruth
Ogbeifo, no Levantamento de Peso, na categoria feminina até 75kg. Ogbeifo
travou uma emocionante disputa com a colombiana Maria Isabel Urrutia e com a
chinesa de Taipei, Kuo Yi-Hang. As três totalizaram 245.0 kg no total, mas
Ogbeifo estava 0.92 kg mais pesada do que Urrutia, medalhista de ouro, e teve
que se contentar com a medalha de prata. Ogbeifo ergueu 105 kg no arranque e
140.0 kg no arremesso. Em 2004, em Atenas, Grécia, a Nigéria teve uma atuação
tímida, limitando-se a apenas 2 medalhas de bronze, ambas conquistadas no
Atletismo masculino. A equipe de revezamento 4x100m terminou a prova em 38.23s,
atrás dos EUA, prata, e do Reino Unido, ouro. A mesma colocação foi obtida pela
equipe de revezamento 4x400m, que obteve a fraca marca de 3:00.90 min, mas
mesmo assim garantiu um lugar no pódio, atrás da Austrália e dos EUA, estes
campeões em 2:55.91 min. Em 2008, em Beijing, China, a Nigéria obteve uma boa
campanha, com 4 medalhas, 1 de prata e 3 de bronze. A medalha de prata foi
obtida pela equipe masculina de futebol, que perdeu a final, diante da
Argentina, por 1-0. A equipe havia empatado com a Holanda (0-0) e derrotado o
Japão (2-1) e os EUA (2-1) na primeira fase, derrotado a Costa do Marfim (2-0)
nas quartas-de-finais e a Bélgica nas semifinais (4-1). Com 3 gols, Victor
Obinna foi o destaque da equipe. O Atletismo foi responsável por 2 medalhas de
bronze, ambas com as mulheres. Blessing Okagbare ficou em terceiro lugar no salto
em distância, com a marca de 6.91m, atrás da russa Tatyana Lebedeva, prata, com
7.03m, e da brasileira Maurren Higa-Maggi, ouro, com 7.04m. A outra medalha de
bronze foi obtida pela equipe de revezamento 4x100m, que marcou apenas 43.04s,
mas ficou à 0.10s á frente do Brasil, quarto colocado. A Rússia, com 42.31s,
foi campeã, seguida pela Bélgica, prata em 42.54s. A outra medalha de bronze do
país foi obtida no Taekwondo, com Chika Chukwumerije, bronze na categoria acima
de 80 kg. Chukwumerije obteve 2 vitórias, mas perdeu a semifinal para o grego
Alexandros Nikolaidis por 3-2. Na disputa pela medalha de bronze, derrotou o
uzbeque Akmal Irgashev por 4-3, colocando a Nigéria no pódio olímpico de mais
uma modalidade esportiva em sua história. Em 2012, em Londres, Reino Unido, a
Nigéria, depois de muito tempo, não obteve qualquer medalha olímpica. Depois de
obter medalha em 5 Jogos consecutivos, o país ficou fora do pódio. A Nigéria é
um país com grande potencial esportivo, possui uma grande população jovem e
ainda a riqueza do petróleo. Porém, precisa de uma melhor organização esportiva
para realmente atingir melhores resultados. O país melhorou muito a partir dos
anos 90, com uma grande atuação em 1996. Conseguiu ampliar o número de
modalidades esportivas em que obteve medalha olímpica, acrescentando o Futebol,
o Levantamento de Peso e o Taekwondo aos já tradicionais Atletismo e Boxe. A
decepção de 2012 foi surpreendente, mas o país tem um grande potencial para retornar
ao pódio em 2016.
terça-feira, 21 de outubro de 2014
PORTUGAL - ANÁLISE
Portugal é um antigo país
europeu, estabelecido por volta do ano 868 e que se tornou independente do
Reino de Leão em 1.139. Atualmente possui uma população de cerca de 10,4
milhões de habitantes. Nos Jogos Olímpicos, não apresenta um bom retrospecto e
soma um total de apenas 23 medalhas, 4 de ouro, 8 de prata e 11 de bronze. O
país estreou nos Jogos Olímpicos em 1912, em Estocolmo, Suécia, mas não obteve
qualquer medalha. O mesmo ocorreu em 1920, em Antuérpia, na Bélgica. Porém, em
1924, em Paris, França, Portugal obteve sua primeira medalha olímpica, de
bronze, ao ficar em terceiro na prova de saltos por equipes no Hipismo, atrás
apenas da Suécia, ouro, e da Suíça, prata. Em 1928, em Amsterdã, Holanda, o
país novamente chegou ao pódio e mais uma vez para receber a medalha de bronze.
O feito ocorreu na Esgrima, na competição masculina, por equipes, na prova de
espada. Portugal derrotou a Bélgica mas sofreu derrotas diante da França,
prata, e da Itália, ouro. Em 1932, Portugal não obteve medalha, mas retornou ao
pódio em 1936, em Berlim, Alemanha. Novamente somou apenas uma medalha de
bronze, no Hipismo, com a equipe de saltos, perdendo para a Alemanha, ouro, e
para a Holanda, prata. Em 1948, em Londres, Reino Unido, Portugal realizou sua
melhor campanha até então, obtendo 2 medalhas, uma de prata, na Vela, e uma de
bronze, no Hipismo. Na Vela, a dupla Duarte e Fernando Bello ficou em segundo
lugar na classe Swallow, atrás apenas do Reino Unido. No Hipismo, a medalha de
bronze foi alcançada pela equipe de Adestramento, superada apenas por França,
ouro, e EUA, prata. Em 1952, em Helsinque, Finlândia, nos primeiros Jogos
Olímpicos disputados pela poderosa União Soviética, Portugal alcançou mais uma
medalha de bronze, novamente na Vela, dessa vez na classe Star. A prova teve
como medalhistas de ouro e de prata, respectivamente, a Itália e os Estados
Unidos. Depois de se ausentar do pódio nos Jogos de 1956, Portugal obteve uma
medalha de prata nos Jogos Olímpicos de 1960, em Roma, Itália, na Vela. O feito
coube à dupla formada por Mário e José Quina, que competiu na classe Star. À
frente dela, ficou apenas o barco da União Soviética, que obteve a primeira
medalha de ouro de sua história na Vela. Após os Jogos Olímpicos de 1960,
Portugal ficou três edições olímpicas seguidas sem subir no pódio, retornando
apenas em 1976, em Montreal, Canadá, ano em que obteve o melhor desempenho de
sua história até então, com 2 medalhas de prata, uma obtida no Atletismo e
outra no Tiro ao Alvo. A medalha do Atletismo foi conquistada pelo corredor
Carlos Lopes, que ficou em segundo lugar na prova masculina de 10.000m, com a
marca de 27:45.17 min, perdendo apenas para o fenômeno finlandês Lasse Viren,
que marcou 27:40.38 min. A medalha do Tiro ao Alvo foi obtida por Armando
Marques, na prova de fossa olímpica, com 189 pontos, um a menos do que o norte-americano
Donald Haldeman. Em 1980, em Moscou, URSS, Portugal não obteve medalha, mas em
1984, em Los Angeles, EUA, novamente registrou o melhor desempenho de sua
história até então, com um total de 3 medalhas, 1 de ouro e 2 de bronze, todas
obtidas no Atletismo. Carlos Lopes venceu a prova de Maratona com a fantástica
marca de 2:09:21h e se tornou o primeiro campeão olímpico da história de
Portugal. O país mostrou força nas provas de fundo no Atletismo e ainda
garantiu medalhas de bronze com Antonio Leitão, na prova masculina de 5.000m,
com o excelente tempo de 13:09.20 min, e com Rosa Mota, com a marca de 2:26:57h
na estreante prova feminina de Maratona. Em 1988, em Seul, Coreia do Sul,
Portugal novamente colecionou uma medalha de ouro, dessa vez com Rosa Mota, que
venceu a prova feminina de maratona com a marca de 2:25:40h. Em 1992, em
Barcelona, Espanha, o país passou em branco e novamente ficou fora do pódio,
mas em 1996, em Atlanta, EUA, obteve 2 medalhas, uma de ouro, no Atletismo, e
uma de bronze, na Vela. No Atletismo a conquista coube à Fernanda Ribeiro,
vencedora da prova feminina de 10.000m, com a marca de 31:01.63 min. Na Vela, a
medalha de bronze foi conquistada na classe 470 masculina, com a dupla Victor
Rocha e Nuno Barreto. Em 2000, em Sidney, Austrália, Portugal faturou 2
medalhas de bronze, uma no Atletismo e outra no Judô. No Atletismo, Fernanda
Ribeiro ficou na terceira posição na prova feminina de 10.000m, com a marca de
30:22.88 min, ficando atrás apenas das etíopes Derartu Tulu e Gete Wami. No
Judô, Nuno Delgado obteve uma inédita medalha para Portugal ao ficar em
terceiro lugar na categoria até 81 kg, somando 4 vitórias e 1 derrota. Delgado
foi derrotado pelo sul-coreano Cho Inchul na semifinal, mas superou o uruguaio
Paseyro na disputa pela medalha de bronze. Em 2004, em Atenas, Grécia, Portugal
obteve um total de 3 medalhas, 2 de prata e 1 de bronze. Foi a segunda vez na
história que o país obteve mais de 2 medalhas numa única edição dos Jogos. O
Atletismo foi responsável por 2 medalhas, 1 de prata e 1 de bronze, e o
Ciclismo por uma de prata. As medalhas do Atletismo foram obtidas por Francis
Obikwelu, prata na prova masculina de 100m, com a marca de 9.86s, superado
apenas pelo norte-americano Justin Gatlin, que marcou 9.85, e por Rui Silva,
bronze na disputa masculina de 1.500m, com a marca de 3:34.68 min, atrás apenas
do campeão Hicham El Guerrouj, do Marrocos, e do queniano Bernard Lagat. No
Ciclismo, Sergio Paulinho ficou em segundo lugar na prova masculina individual de
estrada, com a marca de 5h41min44s, 1 segundo atrás do italiano Paolo Bettini.
Em 2008, em Beijing, China, Portugal somou 2 medalhas, 1 de ouro, no Atletismo,
e 1 de prata, no Triatlo. No Atletismo, Nelson Évora sagrou-se campeão na prova
masculina de salto triplo com a excelente marca de 17.67m, superando o
britânico Phillips Idowu por apenas 5 cm. No Triatlo, Vanessa Fernandes obteve
a segunda colocação na prova feminina com um tempo total de 1h59:34.63. Perdeu
apenas para a australiana Emma Snowsill, ficando 1:06.97 min atrás da mesma. Em
2012, em Londres, Reino Unido, Portugal teve uma fraquíssima atuação e obteve
apenas uma medalha de prata, feito da dupla de canoístas formada por Fernando
Pimenta e Emanuel Silva, que ficaram em segundo lugar na prova de caiaque duplo
na distância de 1.000 metros, atrás apenas de uma dupla húngara e por somente
0.053s. Portugal nunca teve uma boa expressão no cenário esportivo mundial e
não há perspectivas de melhoras para o futuro. Ainda assim, o país é bastante
lembrado por ter alcançado vitórias na Maratona masculina, com Carlos Lopes em
1984, e na feminina, com Rosa Mota em 1988. Para ter um melhor desempenho
esportivo, o país deveria desenvolver alguma modalidade específica, de forma
que estabelecesse uma tradição de sempre medalhar na mesma. Por enquanto, o
país é apenas um colecionador de medalhas esporádicas que surgem aleatoriamente
em algumas modalidades esportivas.
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
MARROCOS - ANÁLISE
O Marrocos é um país
africano de população de cerca de 32 milhões de habitantes e se tornou
independente da França em 2 de Março de 1956 e da Espanha em 7 de Abril de
1956. Iniciou sua participação olímpica já nos Jogos de Verão de 1960, em Roma,
Itália. Desde então, ausentou-se dos Jogos somente em 1980, quando apoiou o
boicote dos Estados Unidos aos Jogos de Moscou. Em 1976, em Montreal, também
aderiu ao boicote dos países africanos contra a participação da Nova Zelândia
por causa da excursão de um time de rugby à segregacionista África do Sul.
Porém, um dos seus competidores, o boxeador Abderahim Najim, competiu na
categoria mini-mosca antes do Marocos aderir ao boicote. Nos Jogos de Inverno,
o Marrocos tomou parte em apenas 4 edições e nunca obteve qualquer medalha.
Todas as 22 medalhas conquistadas pelo Marrocos em Jogos Olímpicos ocorreram em
edições de Verão. Em 1960, em Roma, Itália, logo em sua estreia olímpica, o
Marrocos obteve uma medalha de prata no Atletismo masculino, com Rhadi Ben
Adbesselam, que ficou em segundo lugar na prova de Maratona, com a marca de
2:15:41.6 h, ficando 25.4s atrás do etíope Abebe Bikila. Adbesselam tornou-se o
primeiro medalhista olímpico da história do Marrocos. Posteriormente, o país
amargou um longo período sem chegar ao pódio olímpico, retornando somente em
1984, em Los Angeles, Estados Unidos, ocasião em que obteve 2 medalhas de ouro,
ambas no Atletismo. Said Aouita sagrou-se campeão na prova masculina de 5.000
metros, com a boa marca de 13:05.59 min, superando o suíço Markus Ryffel por
quase 2 segundos. Porém, a conquista mais surpreendente ocorreu na prova
feminina de 400m com barreiras, com Nawal El Moutawakel obtendo a medalha de
ouro com a marca de 54.61s, 0.59s à frente da norte-americana Judi Brown.
Moutawakel quebrou um tabu, tornando-se a primeira mulher muçulmana campeã
olímpica nascida na África. Entretanto, ela foi fortemente favorecida pelo
boicote dos países do Bloco Socialista, que afastou dos Jogos as favoritas
soviéticas e alemãs-orientais. Em 1988, em Seul, Coreia do Sul, o Marrocos
melhorou seu desempenho, conquistando um total de 3 medalhas, 1 de ouro e 2 de
bronze. O Atletismo foi responsável por 2 medalhas, 1 de ouro e 1 de bronze,
enquanto o Boxe obteve sua primeira medalha olímpica, uma de bronze. No
Atletismo, Brahim Boutayeb obteve a medalha de ouro na prova masculina de 10000
metros, com a marca de 27:21.46 min, superando o italiano Salvatore Antibo por
2.09s. O herói Said Aouita, mesmo sem boas condições físicas, conquistou a
medalha de bronze na prova masculina de 800m, com um resultado de 1:44.06 min,
perdendo apenas para o brasileiro Joaquim Cruz, prata, e para o queniano Paul
Ereng, campeão em 1:43.45 min. No Boxe, Abdelhak Achik conquistou a medalha de
bronze da categoria pena, até 57 kg.Com isso, o Marrocos obteve sua primeira
medalha olímpica fora do Atletismo. Achik passou pelo salvadorenho Avelar (4-1)
na segunda rodada, pelo venezuelano Catari (nocaute) na terceira rodada e pelo
chinês Liu Dong (nocaute) nas quartas-de-finais, garantindo presença no pódio.
Na semifinal, acabou derrotado pelo italiano Giovanni Parisi, futuro campeão.
Em 1992, em Barcelona, Espanha, o Marrocos voltou a conquistar um total de 3
medalhas, sendo 1 de ouro, 1 de prata e 1 de bronze. O Atletismo foi
responsável pelas medalhas de ouro e de prata, enquanto o Boxe pela de bronze.
No Atletismo, Khalid Skah obteve a medalha de ouro na prova masculina de
10000m, com a marca de 27:46.70 min, superando o queniano Richard Chelimo por
1.02s. Entretanto, houve muita polêmica na prova, pois outro corredor
marroquino, Hammou Boutayeb, atrapalhou o queniano e acabou favorecendo Skah.
Inicialmente, Skah foi desclassificado, mas um recurso garantiu a medalha de
ouro ao marroquino. Durante a premiação e a execução do hino marroquino, o
público demonstrou seu descontentamento sinalizando com o polegar para baixo e
vaiando Skah. A outra medalha marroquina do Atletismo foi obtida por Rachid El
Basir, que ficou com a medalha de prata na prova de 1500m, com a marca de
3:40.62 min, perdendo para o espanhol Fermín Cacho por 0.50s de diferença. O
Boxe completou o quadro de pódios do Marrocos, com uma medalha de bronze na
categoria galo, até 54 kg, com Mohammed Achik, que superou o alemão Dieter Berg
(3-0) na primeira rodada, o argelino Zengli na segunda e o argentino Remigio
Molina nas quartas-de-finais (15-5) antes de ser derrotado pelo cubano Joel
Casamayor, por abandono, no primeiro assalto, na semifinal. Em 1996, em
Atlanta, Estados Unidos, o Marrocos teve uma fraca atuação, limitando-se a
apenas 2 medalhas de bronze, ambas obtidas no Atletismo masculino. Khalid
Boulami ficou em terceiro lugar na prova de 5.000m, com a marca de 13:08.37
min, superando o alemão Dieter Baumann, campeão olímpico em 1992, por 0.44s de
diferença. A outra medalha marroquina foi obtida por Salah Hissou na prova de
10.000m, com o tempo de 27:24.67 min, 9.12s à frente de Aloys Nizigama, do Burundi.
Em 2000, em Sidney, Austrália, o Marrocos quebrou seu recorde de medalhas numa
única edição dos Jogos Olímpicos, com um total de 5 medalhas, 1 de prata e 4 de
bronze. O Atletismo foi responsável por 4 medalhas, 1 de prata e 3 de bronze.
Hicham El Guerrouj ficou em segundo lugar na prova masculina de 1.500m,
marcando 3:32.32 min, ficando atrás do queniano Noah Ngeny por apenas 0.25s,
garantindo a medalha de prata. Ainda entre os homens, Brahim Lahlafi garantiu a
medalha de bronze na prova de 5.000m, com a fraca marca de 13:36.47 min, 0.56s
à frente do etíope Fita Bayissa, e Ali Ezzine fez o mesmo na prova de 3.000m
com obstáculos, com a marca de 8:22.15 min. As mulheres também garantiram uma
medalha de bronze, com Nouza Bidouane na prova de 400m com barreiras. Bidouane
percorreu a distância em 53.57s, ficando à frente da cubana Daimi Pernia por
apenas 0.11s. Ela quase repetiu o feito da compatriota Nawal el Moultawakel,
campeã em 1984. A outra medalha de bronze do Marrocos veio do Boxe, com Tahar
Tamsamani ficando em terceiro lugar na categoria pena, até 57 kg. Tamsamani
passou pelo sul-coreano Heung-Min (21-14) na segunda rodada, pelo argentino
Israel Pérez (21-18) nas quartas-de-finais, antes de ser facilmente superado
pelo cazaque Bekzat Sattarkhanov (10-22) nas semifinais. Em 2004, em Atenas,
Grécia, o Marrocos obteve seu melhor desempenho em termos de qualidade das
medalhas, somando um total de 3 medalhas, porém 2 de ouro e 1 de prata. Hicham
El Guerrouj se converteu no maior nome do país em Jogos Olímpicos ao conquistar
as medalhas de ouro das provas de 1500m e de 5000m no Atletismo masculino,
repetindo o feito do finlandês Paavo Nurmi, campeão em ambas as provas em 1924.
Guerrouj venceu os 1500m em 3:34.19 min, superando o queniano Bernard Lagat por
apenas 0.11s. Na prova de 5000m, Guerrouj foi ainda mais sensacional, pois a
prova não era sua especialidade. Mesmo assim, alcançou a vitória com um
resultado de 13:14.39 min, apenas 0.20s à frente do forte etíope Kenenisa
Bekele. A outra medalha marroquina, de prata, foi obtida por Hasna Benhassi na
prova feminina de 800m. Benhassi marcou 1:56.43 min, ficando a apenas 0.05s da
campeã Kelly Holmes, do Reino Unido. Em 2008, em Beijing, China, o Marrocos
sofreu um grande declínio em relação às edições anteriores dos Jogos, somando
apenas 2 medalhas, 1 de prata e 1 de bronze, ambas no Atletismo. Jaouad Gharib
ficou em segundo lugar na prova masculina de maratona, registrando um tempo de
2:07:16 h, nada menos do que 44s atrás do queniano Samuel Kamau Wanjiru. A
medalha de bronze foi obtida na prova feminina de 800m, com Hasna Benhassi, que
marcou 1:56.68 min, 0.21s à frente da russa Svetlana Klyuka. Benhassi havia
ficado com a medalha de prata quatro anos antes em Atenas. Em 2012, em Londres,
Reino Unido, o Marrocos registrou o pior desempenho de sua história com exceção
dos anos em que não obteve medalha. Conquistou apenas 1 medalha de bronze,
feito de Abdalaati Iguider na prova masculina de 1500m. Iguider cravou 3:35.13
min na distância, superando o norte-americano Matthew Centrowitz Jr. por apenas
0.04s. O Marrocos poderia expandir suas chances de medalha para outros
esportes. Entretanto, está muito limitado ao Atletismo e em provas nas quais
tem que enfrentar os fortíssimos concorrentes da Argélia, Etiópia e Quênia.
Além disso, teria que aumentar as possibilidades de medalha nas provas
femininas. No atual cenário, o país não possui chances de ir além das 2 ou 3
medalhas por Jogos Olímpicos.
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