O dia 16 de Fevereiro contou com a realização de 5 finais olímpicas, duas no Biatlo, uma no snowboarding, uma na patinação de velocidade e uma no tobogã. A prova de Esqui Alpino, o super combinado masculino, foi cancelada. Os resultados do dia foram os seguintes:
BIATLO - feminino - Perseguição, 10 km
1.ALE - Magdalena Neuner - 30:16.0
2.ESQ - Anastazia Kuzmina - +12.3s
3.FRA - Marie Laure Brunet - +28.3s
As competidoras que lideraram a competição de 7,5km souberam se aproveitar da vantagem de largarem na frente e praticamente mantiveram suas posições. Porém, a alemã Neuner trocou de posição com a eslovaca Kuzmina, na verdade uma russa naturalizada. Ambas erraram duas vezes no tiro, mas ninguém conseguiu alcançá-las. Com isso, ambas já possuem duas medalhas nos Jogos. A França mais uma vez subiu ao pódio, com o excelente resultado de Brunet, que não cometeu um único erro. Outra francesa, Dorin, bronze nos 7,5km, ficou apenas em 17º lugar. Novamente as russas fracassaram, bem como as suecas e outras alemãs favoritas, como Henkel, Wilhelm e Hauswald.
BIATLO - masculino - Perseguição, 12,5 km
1.SUE - Bjorn Ferry - 33:38.4
2.AUT - Christoph Sumann - 33:54.9
3.FRA - Vincent Jay - 34:06.6
A Suécia obteve a segunda medalha de ouro de sua história no Biatlo em Jogos Olímpicos. Curiosamente, o primeiro campeão olímpico da história do Biatlo foi um sueco, Klas Lestander, campeão em 1960. Ferry largou na 8ª posição, errou apenas um tiro, sendo capaz de obter a medalha de ouro. O austríaco Sumann, que largou na 12ª posição, chegou em segundo lugar apesar de dois erros no tiro. E o francês Jay, o campeão da prova dos 10km, conseguiu manter-se no pódio, conquistando a medalha de bronze, apesar de dois erros no tiro. Novamente o favorito norueguês Bjorndalen não obteve medalha, amargando o 7º lugar. O norueguês Svendsen, prata nos 10km, ficou apenas em oitavo lugar, enquanto o croata Fak, teve destino pior, 25º lugar. Os russos e os alemães, tradicionais na modalidade, ficaram fora do pódio.
SNOWBOARDING - feminino - Cross
SNOWBOARDING - feminino - Cross
1.CAN - Maelle Ricker
2.FRA - Deborah Anthonioz
3.SUI - Olivia Nobs
A competição foi marcada por muitas surpresas. A grande favorita Lindsay Jacobelis, dos EUA, não conseguiu manter sua linha, bateu numa bandeira, saiu do percurso e acabou eliminada na sua semifinal. Outras favoritas que ficaram pelo caminho foram a norueguesa Helene Olafsen e a suíça Sandra Frei. A festa ficou por conta do anfitrião Canadá, que obteve sua segunda medalha de ouro, sacramentando a sina de não obter medalha de ouro em casa. Maelle Ricker foi a responsável pela vitória canadense, superando a francesa Anthonioz e a suíça Nobs. A surpresa mesmo foi a decepção de Jacobelis, que venceu a pequena final e acabou em 5º lugar.
TOBOGÃ (LUGE) - feminino - Individual
1.ALE - Tatjana Huefner - 2:46.524
2.AUT - Nina Reithmayer - 2:47.014
3.ALE - Natalie Geisenberger - 2:47.101
A Alemanha novamente confirmou seu favoritismo e ficou com a medalha de ouro. Tatjana Huefner, bronze em 2006, superou por larga margem suas rivais. A austríaca Reithmayer, medalhista de prata, foi uma grande surpresa, pois ficara apenas na 9ª colocação no mundial de 2009 e em 8º lugar nos Jogos Olímpicos de 2006. A alemã Geisenberger manteve a tradição da Alemanha, que desde 2008 coloca pelo menos duas atletas no pódio. A campeã mundial de 2009, Erin Hamlin, dos EUA, ficou apenas em 16º lugar, e a ucraniana Yakushenko, bronze no mundial de 2009, amargou a 11ª colocação.
PATINAÇÃO DE VELOCIDADE - feminino - 500m
PATINAÇÃO DE VELOCIDADE - feminino - 500m
1.COS - Sang-Hwa Lee - 76.09
2.ALE - Jenny Wolf - 76.14
3.CHN - Beixing Wang - 76.63
As favoritas confirmaram sua condição e alcançaram o pódio e boas colocações. A campeã mundial de velocidade, a sul-coreana Sang-Hwa Lee, obteve a medalha de ouro, superando a também favorita Jenny Wolf, da Alemanha, por apenas 0,05s. Lee marcou 38,249s na primeira corrida e 37,850s na segunda corrida. Wolf, por sua vez, marcou, respectivamente, 38,307s e 37,838s, o melhor tempo individual do dia, mas teve que se contentar com a medalha de prata. A chinesa Wang, com 38,487s e 38,144s, respectivamente, assegurou a medalha de bronze, 0,24s à frente da holandesa Margot Boer. Curiosamente, as três medalhistas, ficaram em 5º, 6º e 7º lugares, respectivamente, nos Jogos de 2006, em Torino.
QUADRO DE MEDALHAS
PAÍS.......TOTAL (OURO-PRATA-BRONZE)
ALE.............. 9 (3-4-2)
EUA............. 8 (2-2-4)
FRA...............7 (2-1-4)
CAN..............5 (2-2-1)
COS..............4 (3-1-0)
SUI...............4 (3-0-1)
CHN..............3 (1-1-1)
AUT...............3 (0-2-1)
NOR..............3 (0-2-1)
ITA................3 (0-1-2)
SUE...............2 (2-0-0)
ESQ...............2 (1-1-0)
RTC...............2 (1-0-1)
JAP................2 (0-1-1)
HOL...............1 (1-0-0)
AUS...............1 (0-1-0)
EST................1 (0-1-0)
POL...............1 (0-1-0)
CRO...............1 (0-0-1)
RUS...............1 (0-0-1)
A Alemanha teve um dia produtivo, com a conquista de 4 medalhas (2-1-1), passando os EUA no quadro geral. Os EUA não conquistaram medalha no dia, inclusive com uma grande decepção no Snowboarding. Porém, o dia 17 reserva grandes possibilidades para os EUA, que terão Lindsay Vonn e Julie Mancuso no esqui alpino, Shani Davis na patinação de velocidade e Shaun White no Snowboarding, podendo retomar a liderança. A França continua com uma invejável atuação, principalmente no Biatlo, onde já assegurou 4 medalhas. O anfitrião Canadá já está com 5 medalhas (2-2-1), duas de ouro, e continua se movendo para o topo do quadro. Coreia do Sul e Suíça já garantiram 4 medalhas, inclusive 3 de ouro cada um, empatando com a Alemanha nesse critério. Com seu dominio na Patinação de Velocidade atingindo também as provas em pista longa, a Coreia tem a possibilidade de alcançar uma excelente posição no quadro final de medalhas. Noruega e Áustria ainda estão com atuações tímidas, deixando expectativas quanto às suas evoluções dentro do quadro. A Suécia tem demonstrado que poderá evoluir muito, principalmente se conseguir se destacar no Biatlo e no Esqui de Fundo, como vem fazendo. A Rússia continua na última posição, e pelos desempenhos apresentados até o momento no Esqui de fundo e no Biatlo, em que se colocava como favorita, deverá ter muitas dificuldades para atingir a casa decimal de medalhas. O pobre desempenho russo coloca em dúvida sua condição de protagonista para os Jogos de 2014, em Sochi, quando receberá os Jogos Olímpicos de Inverno em seu próprio território. Com apenas quatro anos para montar uma equipe respeitável, parece que os russos organizarão uma a festa para o domínio de Alemanha, EUA, Noruega e Canadá. Se observarmos a decadência sofrida pelo esporte de inverno da antiga União Soviética, analisando os quadro de medalhas, podemos concluir que a estrutura vem ruindo desde a queda do regime. Aliás, pelo que a Rússia vem apresentando desde que aposentou a foice e o martelo, fica difícil estabelecer qualquer relação com o poderio da antiga URSS. Parecem países distintos. Para aqueles que acreditam que a separação foi a causa do fracasso, observe que a soma das medalhas das antigas Repúblicas, sequer ameaça o que os soviéticos conquistavam antigamente. Já ia me esquecendo, repare que o número de provas disputadas tem aumentado vertiginosamente desde o fim da URSS. Em sua última participação olímpica o programa contava com 46 provas. Hoje são 86!
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