Os Jogos Olímpicos de 1988, os vigésimos-quartos da Olimpíada, foram sediados em Seul, Coréia do Sul. Apresentaram muitos pontos característicos, como: a vitória sul-coreana sobre os rivais japoneses; o processo de democratização forçado pelos Jogos; o boicote causado pela questão da Coréia do Norte; o simbolismo no revezamento da tocha; a questão do doping; o retorno dos países do Bloco Socialista; o encontro entre União Soviética e Estados Unidos após 12 anos; a questão do profissionalismo; a última aparição das potências olímpicas União Soviética e Alemanha Oriental;
Em 1981, o COI, em sua sessão em Baden-Baden, decidiu escolher Seul como sede dos Jogos de 1988 em detrimento da grande cidade japonesa de Nagoya. A maioria dos cerca de 80 membros do COI decidiram que se os Jogos deveriam ser organizados pela segunda vez na Ásia, que fosse então escolhido um país que ainda não os havia abrigado, pois o Japão sediara os Jogos de 1964 em Tóquio (GHERARDUCCI, 1984). A cidade sul-coreana derrotou a japonesa por 52 votos contra 27 (KAISER, 2000).
A Coréia do Sul, protagonista de um rápido e tumultuoso crescimento econômico, queria utilizar os Jogos Olímpicos como uma vitrine para se mostrar ao mundo, assim como fez o Japão em 1964. A contagem para o início dos Jogos começara em 22 de Dezembro de 1985, exatamente 1.000 dias antes da data marcada para a Cerimônia de Abertura, com a disposição de um placar luminoso (GHERARDUCCI, 1984). Entretanto, o país sofria uma grande influência dos países ocidentais, o que poderia afugentar os países comunistas, e também enfrentava violentas manifestações internas. Em 1987, depois de protestos internos, o general Chun Doo-Hwan convocou eleições diretas para escolher seu sucessor, que acabou sendo Roh Tae Woo (ALMANAQUE ABRIL, 2003). Acreditamos que o fato de Seul ser a sede dos Jogos Olímpicos de 1988 e de ter que se abrir para o mundo acabou acelerando o seu processo de democratização. Wallechinsky (2004) também opina no sentido da Coréia do Sul ter se tornado democrática com o objetivo de recepcionar o mundo durante os Jogos de Verão.
Os sul-coreanos não pouparam recursos para fazerem dos Jogos Olímpicos de Seul um dos mais memoráveis da história. Foram meticulosos na organização do grande evento de 1988. Construíram 22 instalações esportivas, além das Vilas Olímpicas em Seul e Pusan, o Centro de Imprensa da capital sul-coreana e o do Comitê Organizador (VARELA, 1988). Toomey e King (1988) informam que as novas instalações e linhas de metrô tinham sido construídas e completadas antes do tempo previsto.
Eficiente e laboriosa, menos oriental e sempre mais americana, Seul gastou uma fortuna de 3 bilhões de dólares com os Jogos. Porém, Park Seh-Jik, ministro de esporte e presidente do comitê organizador, tratou de esclarecer que do total gasto, metade foi direcionada a investimentos indiretos, sendo que 1,65 bilhão foram destinados ao quinto plano qüinqüenal do governo para o desenvolvimento econômico e social de Seul (GHERARDUCCI, 1984). O fato das cidades utilizarem a realização dos Jogos como uma forma de se revitalizarem tem se tornado mais constante. Na realidade, os custos dos Jogos, propriamente ditos, não são tão altos como os anunciados pelos comitês organizadores, pois as cidades anfitriãs aproveitam-se da ocasião olímpica e da disposição dos patrocinadores em injetar recursos no evento para realizarem investimentos que já eram necessários anteriormente. E ainda conseguem explorar o aspecto turístico, colocando a cidade em evidência e gerando uma fonte de arrecadação que se prolonga para muito além dos Jogos.
No aspecto político o mundo estava passando por um momento especial, pois as duas superpotências mundiais estavam se entendendo. A ascensão de Mikhail Gorbatchov ao governo da União Soviética em 1985 e seu programa de reformas política, social e econômica, conhecido como Perestroika, acabou aproximando os soviéticos dos norte-americanos. O Almanaque Abril (2003, p.264) resume o processo de mudanças na União Soviética e a busca de entendimento com os Estados Unidos: "Em 1982, quando morre Bréjnev, o regime soviético começa a enfraquecer-se. Após a morte de seus dois sucessores, Iuri Andrópov e Konstantin Tchernenko, por problemas de saúde, Mikhail Gorbatchov assume o poder em 1985 e dá início às reformas que resultariam no fim da URSS: a glasnost (transparência), que leva ao abrandamento da censura, e a perestroika (reestruturação), um conjunto de reformas da economia, prejudicada por décadas de burocracia e corrupção. No plano externo, Gorbatchov prega o esforço para o desarmamento e a ampliação do diálogo com os EUA..."
A mudança de atitude dos soviéticos, buscando maior contato com os Estados Unidos, foi fundamental para que os países comunistas comparecessem aos Jogos Olímpicos de Seul. Convém lembrar que estes países não possuíam boas relações com a Coréia do Sul, como provam os boicotes que fizeram aos campeonatos mundiais de Tiro ao Alvo, em 1978, e de basquetebol feminino, em 1979, ambos disputados em Seul (SEIFERT, 1980) .
Entretanto, os maiores problemas que os sul-coreanos enfrentaram vieram de sua vizinha Coréia do Norte, que pleiteava a organização de parte das provas olímpicas. Era uma absurda reivindicação, pois o COI mantinha sempre a tradição de conceder os Jogos a uma cidade e não a um país. Em outra época o COI teria refutado a idéia de imediato, mas naquela época, pelo olimpismo, resolveu oferecer à Coréia do Norte a realização de provas de 5 modalidades esportivas, mas esta não concordou (GHERARDUCCI, 1984).
Em 17 de Janeiro, venceu o prazo para que os países respondessem ao convite feito pelo COI. Dos seus 167 afiliados, apenas sete optaram pelo boicote. Os discordantes foram Albânia, Coréia do Norte, Cuba, Etiópia, Madagascar, Nicarágua e Seychelles. Sete renúncias dolorosas, mas que pouco prejuízo técnico causou, exceto pelos velocistas e pugilistas cubanos e por algum fundista etíope. Os demais países comunistas não aderiram ao boicote organizado pela Coréia do Norte, que desejava receber mais eventos (GHERARDUCCI, 1984). Carbonetto (1995) entende que a ocorrência de grandes boicotes ficou afastada porque os países perceberam que os ausentes eram mais penalizados do que os presentes. Além disso, a novidade decisiva mais importante foi o diálogo que finalmente ocorreu entre Washington e Moscou. Carbonetto (1995) destaca a presença da União Soviética, da Alemanha Oriental e dos demais países da Europa Oriental, e enfatiza a participação da China Popular, que era grande aliada dos norte-coreanos. Varela (1988) lembra que o COI preferiu enviar os convites no lugar da cidade anfitriã com o objetivo de evitar qualquer mal-entendido e acredita que os países que o recusaram o fizeram por causa de ideologia política, achando serem falsas as alegações de que o boicote foi devido à recusa do COI em permitir aos norte-coreanos a co-organização dos Jogos com os sul-coreanos pois, no momento da escolha de Seul em 1981, os primeiros não fizeram qualquer reivindicação.
Os sul-coreanos e o Movimento Olímpico obtiveram uma grande vitória ao terem assegurada a participação da maioria dos países do Bloco Socialista. Porém, a organização dos Jogos de Seul prestava atenção a dois fatores que poderiam manchar o evento: as manifestações estudantis contra o regime ditatorial na Coréia do Sul e a possível ameaça de ataques terroristas planejados pelos norte-coreanos (GHERARDUCCI, 1984). Toomey e King (1988) informam que a Coréia do Norte tinha sido acusada de vários atos de terrorismo, incluindo a explosão de uma bomba num aeroporto pouco antes dos Jogos Asiáticos de 1986 e a destruição de um jato das Linhas Aéreas Coreanas em Novembro de 1987. Johnson (1996, p.161) expõe a situação reinante na Coréia do Sul na época dos Jogos: "(...) A tensão na Coréia do Sul foi violenta. Levantes de estudantes tinham subjugado partes da cidade nas semanas antecedentes às Olimpíadas, e os odiados irmãos comunistas da Coréia do Sul ao norte eram suspeitos de preparar todos os tipos de atos terroristas sangrentos para rachar os Jogos.O temor de violência foi palpável durante a magnificente cerimônia de abertura, e posteriormente o Presidente Samaranch alertou a todos que o perigo estava longe de acabar. "Seul tem chegado tão longe e tem evitado tanto problema potencial, mas não está terminado ainda," ele disse. "Em 3 de Outubro, um dia após os Jogos terem terminado sem incidente, então nós seremos capazes de celebrar".
Os Jogos Olímpicos de 1988 foram oficialmente inaugurados no dia 17 de Setembro e encerrados no dia 02 de Outubro. Contaram com a presença de 8.465 participantes de 159 países, incluindo 2.186 mulheres, que competiram num total de 237 provas distribuídas dentre 27 modalidades esportivas (KAISER, 2000). Os números de participação foram todos recordes, principalmente o de atletas, que acabou superando uma marca estabelecida em 1972 e que não havia sido suplantada até então por causa dos constantes e gigantescos boicotes que afetaram as edições de 1976, 1980 e 1984.
A Cerimônia de Abertura foi longa a faustosa, com a interação do antigo e do moderno. Houve a participação de seis mil figurantes, que apresentaram shows variados, incluindo o tigre Hodori, mascote dos Jogos, e quadros coreográficos simbolizando os encontros do céu e da terra, do oriente e do ocidente, o progresso e a harmonia, o bem e o mal, a brutalidade e a delicadeza (GHERARDUCCI, 1984). As platéias coreanas levantaram e deram uma gigantesca ovação a Sohn Kee-Chung, um senhor de 76 anos de idade, que ingressava no estádio olímpico com a tocha olímpica. Para os espectadores, Chung era o atleta mais simbólico das conquistas do país depois da Segunda Guerra Mundial. Durante o período dos Jogos de Berlin, que antecederam a Guerra Mundial, a Coréia tinha sido ocupada pelo Japão, e Chung foi forçado a competir sob a bandeira japonesa, utilizando uma versão japonesa do seu nome, registrada como Kitei Son. Mas, pela primeira vez, o país de Chung e o mundo foram capazes de reconhecer que a performance ocorrida há 52 anos havia sido conseguida por um cidadão da Coréia (COLLINS, 1996). Carbonetto (1995) acrescenta que na Cerimônia de Abertura os organizadores escolheram uma música que proclamava que a legenda dos Jogos estava longe de se exaurir, mas informa que a velha bandeira do COI, que surgiu em 1920, fora finalmente substituída por uma mais nova, sendo guardada no museu olímpico em Lausane.
O programa de esportes foi novamente ampliado, dessa vez com a inclusão do Tênis de Mesa e o retorno do Tênis após uma ausência de 64 anos. O número de modalidades esportivas foi recorde e também foram disputados o taekwondo, o beisebol e o judô feminino a título demonstrativo. Um total de 237 títulos em disputa, 76 a mais do que na primeira ocasião em que os Jogos estiveram presentes na Ásia em 1964 (GHERARDUCCI, 1984). Em outros esportes, já presentes no programa olímpico, o número de provas foi ampliado, como no Atletismo, no Tiro ao alvo, no Tiro com arco, no Ciclismo, na Natação e na Vela.
A constante dilatação do programa olímpico havia se tornado um mal crônico e o COI não se sentia em condições de limitar os esportes, cujas federações realizavam grande pressão. Isso acabou se transformando num problema, pois antigamente o primeiro dia dos Jogos era reservado à Cerimônia de Abertura, mas passou a abrigar também as competições esportivas. Enquanto o último espectador da cerimônia de abertura ainda estava no estádio, competições esportivas em algumas modalidades já se haviam iniciado (GHERARDUCCI, 1984). Na atualidade a questão do gigantismo dos Jogos é mais latente, com constantes discussões sobre a permanência ou não de esportes no programa olímpico. Ainda assim, o número de provas já está em 301, um valor inimaginável para o COI em 1988. Atualmente, o COI procura pressionar as federações a reduzirem o número de atletas participantes em cada prova e isso tem levado a um declínio do nível técnico das competições.
Uma grande novidade de Seul foi o COI ter permitido o ingresso dos profissionais no Tênis e no Futebol. Alguns temiam que essa abertura poderia ser perigosa, mas as questões do doping e da corrupção eram mais urgentes (CARBONETTO, 1995). No mundo cada vez mais mercantilista e com a tensão "Comunismo x Capitalismo" amenizada, começava em Seul a grande mudança que levaria à aceitação dos profissionais nos Jogos Olímpicos. Na realidade esta foi uma questão extremamente controvertida no COI, pois alguns esportes possuíam campeonatos profissionais que não eram censurados pelo mesmo. Além disso, tanto os países comunistas quanto os capitalistas burlavam esta lei, os primeiros através do fornecimento de empregos fictícios aos seus atletas e os segundos através da concessão de bolsas universitárias.
As competições esportivas foram memoráveis e finalmente tiveram reunidos os atletas do Bloco Socialista e do Capitalista. Entretanto, os maiores problemas dos Jogos de Seul surgiram justamente nelas, como a questão do doping e as confusões surgidas no Boxe por causa da tendenciosa arbitragem.
Johnson (1996) lembra que as principais notícias dos Jogos não estiveram relacionadas com os temores de ataques terroristas, mas sim com a questão do doping. Em Seul a mesma ganhou maior importância porque atingiu a prova mais aguardada pela imprensa mundial, a masculina dos 100 metros rasos no Atletismo. Nela, havia uma expectativa quanto ao confronto do canadense Ben Johnson e o norte-americano Carl Lewis. Johnson havia quebrado o recorde mundial no ano anterior, com 9,83s, e Lewis era o campeão olímpico de 1984 e maior atleta do Atletismo na época. Na final da prova, Johnson obteve a vitória ao registrar um tempo de 9,79s, enquanto Lewis ficou limitado à medalha de prata, com 9,92s. Posteriormente, Johnson foi reprovado no exame antidoping, teve que devolver sua medalha e o caso acabou chamando a atenção da imprensa mundial. Lewis recebeu a medalha de ouro. Wallechinsky (2004) lembra que Ben Jonhson foi o 43º atleta pego no exame antidoping na história olímpica mas enfatiza que ele foi o primeiro grande "peixe" a ser pego e o escândalo atingiu o mundo dos esportes.
Nove outros atletas foram reprovados no antidoping, mas reconhecidos observadores acreditavam que cerca de 50% dos atletas de classe mundial estavam utilizando algum tipo de droga que melhorava a performance (JOHNSON, 1996). O fato do vencedor de uma aguardada prova ter sido pego no exame antidoping acabou colocando a questão do doping em evidência. Em 1976, nos Jogos de Montreal, vários casos de doping foram registrados no Levantamento de Peso, mas não tiveram projeção na mídia por não se relacionarem a um esporte com grande apelo publicitário. Em 1988, o problema do doping ocorreu justamente na prova mais aguardada dos Jogos. A partir dali, os noticiários praticamente se esqueceram dos demais eventos e passaram a se concentrar em Ben Johnson. Foi uma das maiores injustiças que se podia cometer com os fantásticos Jogos de Seul, que estavam comemorando o fim dos grandes boicotes com um festival de grandes atuações esportivas por parte dos atletas. Conforme observa Carbonetto (1995), o COI passou a atuar com mais seriedade para tentar garantir a máxima credibilidade num ambiente cuja vitória passou a ter grandes implicações econômicas. Convém lembrar que além de Johnson, os búlgaros Mitko Grablev e Angel Guentchev tiveram que devolver suas medalhas olímpicas de ouro.
Os escândalos do Boxe se revelaram de gravidade extrema. Dois casos chamaram a atenção. No primeiro, o búlgaro Alexander Khristov derrotou por pontos o sul-coreano Byun Jong-il. No momento em que foi dada a vitória ao búlgaro, o treinador sul-coreano Lee Hung-Soo invadiu o ringue e agrediu o árbitro neozelandês Keith Walker. Byun protestou ao ficar no ringue, imóvel e sentado, por 67 minutos. Houve muita confusão e o presidente do Comitê Olímpico sul-coreano se demitiu envergonhado. Um fato pior ainda ocorreu na categoria até 71 kg, na qual o norte-americano Roy Jones foi claramente superior ao sul-coreano Park Si-Hun, mas ainda assim os jurados votaram a favor do segundo. Para evitar a ameaça de exclusão do Boxe dos Jogos Olímpicos, a Federação Internacional procurou minorar a situação ao conceder o prêmio de melhor boxeador a Jones e ainda suspendeu três dos jurados por 4 anos (CARBONETTO, 1995). O Boxe sempre foi fonte de controvérsias nos Jogos Olímpicos, sendo que as maiores ocorreram na década de 20 e nos Jogos Olímpicos de 1984 e 1988. A partir de 1992, a Associação Internacional de Boxe Amador (AIBA), passou a adotar o julgamento por um sistema eletrônico. A novidade não teve muitos efeitos positivos na época, mas melhorou a forma de julgamento com o passar dos anos, não havendo mais tantos escândalos no Boxe como ocorria antigamente.
A União Soviética dominou as competições esportivas com ampla vantagem sobre os demais concorrentes. Conquistou um total de 132 medalhas, 55 de ouro, 31 de prata e 46 de bronze. A disputa entre Alemanha Oriental e Estados Unidos continuou acirrada como em 1976. A Alemanha Oriental, dessa vez, superou os Estados Unidos nos dois critérios, maior número de medalhas no total, 102 a 94, e maior número de medalhas de ouro, 37 a 36. Foi a última aparição das duas maiores potências olímpicas da época, pois as mudanças políticas operadas na década de 80, subseqüentemente, colocaram fim à Alemanha Oriental, anexada à Alemanha Ocidental em 1990 para formar uma só Alemanha, e à União Soviética, cuja dissolvição no final de 1991 deu origem a 15 novos países. Curiosamente, há fatos posteriores que acabam colocando determinado acontecimento numa situação de grande importância histórica, como foi o caso dos Jogos Olímpicos de Seul. Celebrados como um evento em que as grandes potências esportivas se reencontraram após uma ausência de 12 anos, também ganharam a importância, 3 anos depois, de terem sido a última edição olímpica a ter reunido os três grandes colossos do esporte olímpico, representados por Estados Unidos, União Soviética e Alemanha Oriental. Nunca, na história, os Jogos Olímpicos sofreram um domínio tão avassalador pelas três principais forças olímpicas quanto o exercido por Estados Unidos, União Soviética e Alemanha Oriental em 1976 e 1988. Os boicotes de 1980 e 1984 interromperam a hegemonia do poderoso trio.
A Cerimônia de Encerramento foi uma grandiosa festa, com os atletas de todo o mundo se misturando e dançando pelo estádio. Como observa Carbonetto (1995), os Jogos se encerraram com a convicção de que estava terminada a Era das Olimpíadas em perigo e que se iniciava a da Olimpíada espetáculo.
Os Jogos Olímpicos de 1988 servem como marco do fim do período dos boicotes e também da Guerra Fria no esporte. A partir de 1992 os Jogos Olímpicos ingressaram numa nova fase, passando a refletir as grandes mudanças sofridas pelo mundo com o processo de Globalização e o surgimento de uma Nova Ordem Mundial.
Nenhum comentário:
Postar um comentário